A Moda pode ser definida como um sistema codificado que acaba por explicitar a relação que as pessoas mantêm com a sociedade. Um mesmo pedaço de tecido pode ser cortado de uma ou outra forma e agradar o primeiro que encontramos na caminhada, desagradando ao segundo e ao terceiro. A inconstância na avaliação de terceiros é uma característica da moda, que ninguém consegue mudar. É importante saber utilizar a nosso favor as variações possíveis.

Conheça mais sobre o vai-e-vem da moda

O vestir é uma obrigação. O vestir bem é uma arte. O que, no passado, vestiu Cleópatra, pode muito bem vestir alguma Fernanda. O que causou furor com Don Juan, pode agora tornar atraente algum Roberto. A moda é, então e finalmente, aceita, algo subjetivo, individual, pessoal e particular e também relacionado com o tempo, com a época, ligada de forma indissolúvel com o contexto.

Quem estuda moda tem um prazer adicional. Se a imaginação estiver em dia, o guarda-roupas pode se tornar um livro aberto e trazer para o presente, a história do passado. Se houve época na qual o vestir estava relacionado com o pudor ou proteção, vivemos a época do vestir como adorno. A moda permite um passeio histórico, os modos de vestir definem a época, os lugares, as sociedades e os povos. Em tempo de aceleração da evolução em todos os campos, no campo da moda ele também acontece, mas nem sempre apoiado em novidades.

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Moda

A evolução da moda pode ser mais bem caracterizada como um vai-e-vem de modas que já foram, deixaram de ser e agora voltam novamente à berlinda. As luzes da ribalta novamente iluminam suas lantejoulas. A moda se transforma em parte do funcionamento social. Um bom exemplo são as tatuagens, horríveis para alguns, divinas para outros. Como representação do social se compreende a sua instabilidade. Se vivemos em um mundo instável e sujeito à incerteza, o mesmo acontece com a moda.

A cultura é hedonista, ou seja, estimula o desfrute dos prazeres da vida, entre os quais a moda ocupa lugar de destaque. A estética ganha lugar de destaque. A competição de classes se dilui e as pessoas passam a se assemelhar via a moda dominante na sociedade. A burguesia se faz proletarismo, o proletarismo se faz burguesia, baseado no modo de vestir, ainda que o hábito não faça o monge, o que dá o sentido passageiro da moda.

Assim, olhar para a moda é perpassar os olhos pelo tempo. O que era uma roupa do passado pode se tornar uma roupa do presente e, na cabeça do observador, pode haver diferentes formas de relacionar a evolução e mudança da moda com as mudanças sociais que é o que torna o “fazer moda” uma arte de reconstruir o passado no presente.

Tudo parece como se fosse a regravação de um sucesso antigo.

Quem não lembra na 'namoradinha de um amigo meu', canção do rei Roberto, que volta e meia retorna às rádios com uma nova roupagem.

A moda resiste ao tempo e se reconstrói, quando se repetem condições cíclicas do passado introjetado no presente.

Assim, se tornar um observador da moda equivale a se tornar um observador do caráter cíclico, helicoidal e com energia aumentada, que é a caraterística da evolução do próprio ser humano.

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