Política e economia estão intimamente ligadas e, atualmente, no Brasil, uma esfera prejudica a outra em um perverso círculo vicioso que penaliza a população. E tudo para salvar Dilma do Impeachment, que já teve sua renúncia pedida pelo editorial do jornal Folha de S. Paulo.

A intenção do governo fica absolutamente clara a partir do leilão de cargos – chamado eufemisticamente por Jaques Wagner de repactuação da governabilidade – e na volta de medidas semelhantes às tomadas por Lula para enfrentar o que chamou de “marolinha” na economia e, principalmente, pela presidente Dilma em 2014, para não atrapalhar sua reeleição.

Entre estas medidas semelhantes tomadas na gestão passada e agora, sempre com o objetivo de favorecer a presidente, estão:

  • Redução das taxas de financiamento do BNDES, para estimular o crédito;
  • Renegociação das dívidas dos Estados e da dívida agrícola, exatamente como aconteceu em 2014;
  • Pedido de abatimento de mais R$ 120 milhões na meta fiscal e
  • Adiamento de decisões impopulares como as reformas trabalhista e da Previdência, que já haviam sido anunciadas pelo ministro Nelson Barbosa e agora foram sumariamente engavetadas.

Assim, pressionado pelo processo de impeachment, o governo vai se curvando aos desejos de Lula e do PT, que insistem em repetir a estratégia adotada desde a crise mundial de 2008, quando o governo brasileiro enfrentou a situação desfavorável distribuindo “bondades” econômicas e incentivando o consumo interno com maior facilidade na concessão de crédito e renúncias fiscais que, ao logo dos anos, acabaram por corroer as finanças públicas e gerar a crise que vivemos: com inflação e recessão.

O pior dos mundos

O quadro econômico do país se agravou em 2014, mas as eleições presidenciais fizeram com que o governo mantivesse ou intensificasse essas “bondades” como forma de favorecer a candidatura Dilma. Chegou até mesmo a negar as evidentes dificuldades, mas as admitiu dias após as eleições, chegando a tomar medidas nas áreas trabalhista e fiscal. E estas medidas foram duramente combatidas pelo PT.

Agora, o governo faz mais do mesmo e pode agravar ainda mais a precária condição econômica do país, sacrificando a população – e principalmente os mais pobres – com os índices de desemprego e de inflação nas alturas.

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Logo poderemos estar vivendo o pior dos mundos: profunda recessão com altas taxas de inflação.

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