Os servidores estaduais do Rio de Janeiro não estão ligados as más gestões praticadas durante anos no estado. Entretanto, são eles os mais atingidos pela grave Crise financeira que afeta de forma generalizada os serviços prestados pelo Governo Estadual.

Se de um lado as contas não param de chegar, do outro os servidores estaduais não sabem quando o dinheiro vai entrar. Há meses eles estão convivendo com a incerteza de quando e como irão receber os pagamentos mês após mês.

Pela via judicial, os servidores estaduais do Poder Judiciário conseguiram amenizar os problemas relacionados à categoria deles. Moveram uma ação contra o governador Luís Fernando Pezão e conseguiram via Justiça promover um 'sequestro' de recursos do Estado a fim de que conseguissem ao menos receber os salários em dia e sem parcelamentos.

Essa circunstância não se aplica aos demais servidores estaduais, incluindo os militares (PMs e Bombeiros), que já não sabem mais quando estarão recebendo os seus pagamentos.

Através do polêmico PLP 257/2016, o Governo Federal espera renegociar as dívidas com os Estados e Municípios. Nele existe a obrigação dos estados elevarem as alíquotas de contribuição para fins de aposentadoria. Esse pré-requisito foi incluído pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, na proposta de reformulação fiscal de médio e longo prazo.

Um dos pontos mais criticados pelos servidores, sejam estaduais ou federais, é justamente a facilidade que os governos Federal ou Estadual têm de querer punir o servidor público por conta de suas escolhas que quase fizeram a economia entrar em colapso.

Na declaração de um dos servidores federais presentes na manifestação da CUT, contra a aprovação do PLP 257/2016 na Câmara dos Deputados, fica clara a indignação da categoria: "existem muitas formas de aumentar a arrecadação da União e dos estados, entre elas o aumento da fiscalização por parte do poder público no controle das empresas que sonegam impostos".

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A solução para esse impasse parece longe de estar próxima. Os servidores estaduais não conseguem receber o pagamento e ainda sofrem com o congelamento dos salários que, quando reajustados, não chegam a cobrir a inflação.