Por 369 votos a favor, contra 193, a Câmara dos Deputados da Itália aprovou a lei que torna legal a união civil entre casais formados por pessoas do mesmo sexo. A mesma lei já havia sido aprovada em fevereiro deste ano pelo Senado do país, por 173 favoráveis e 71 contrários. Com a decisão proferida nesta quarta-feira, 11, a Itália é um dos últimos países da Europa Ocidental a legalizar o casamento civil gay.

A presidência italiana comemorou a decisão: "Hoje é um dia de festa para muitas pessoas. Sobretudo para aquelas que se sentem finalmente reconhecidas, para todas aquelas que, depois de muitos anos, contam com direitos civis, de verdade civis [...] Escrevemos outra página importante para a história da Itália que queremos. Por isso submetemos a lei ao voto de confiança, não era possível adiar novamente após anos de tentativas frustradas", disse o primeiro-ministro Matteo Renzi.

Essa vitória dos homossexuais- e das pessoas que os apoiam -em mais um país da Europa vem para igualar direitos, alguns deles relacionados a questões de pensão em situações de sobrevivência, como durante uma doença grave;visto para companheiro(a) estrangeiro e, claro, a possibilidade de adotar o sobrenome do seu cônjuge.

Situação na Europa

A Itália é um dos últimos países da Europa do Ocidente a legalizar a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

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Relacionamento Curiosidades

A grande força de influência da Igreja Católica dentro da nação sempre foi apontada como a causa principal para o não andamento do debate referente ao assunto. No entanto, diante da amenização do discurso contrário aos homossexuais pelo Papa Francisco, os direitos LGBTs na Itália começam a caminhar. Muitos italianos continuam não concordando com a prática, mas resolveram respeitar o direito de união dos demais.

Na Irlanda, em maio do ano passado, aconteceu um plebiscito (uma votação como numa eleição para cargos políticos) onde a população irlandesa foi consultada se aprovam o casamento civil entre casais homossexuais. Resultado: 62% de uma população majoritariamente católica votou pela permissão da união de gays e lésbicas.

No Brasil, como o congresso nacional ainda é formado em sua maioria por políticos ainda muito conservadores, foi necessário uma decisão soberana do Supremo Tribunal Federal (STF) para permitir a união civil homossexual no país a partir de maio de 2011.

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