Já dizia o ditado popular “que contra fatos não há argumentos”, mas não é por esse princípio básico que a Política brasileira se comporta por meio dos seus representantes atuais. Nas últimas semanas, o Brasil vive um profundo momento de implosão político-social, divisões de classes e ideológica de sua própria população, além de comoções internas com choques entre as forças do poder e parte da população.

De um lado estão os defensores do novo presidente interino Michel Temer, o qual foi um dos mentores do Impeachment da presidente Dilma Roussef, que conforme os mesmos advogam, isso só foi feito em função da retomada do crescimento do país e para se acabar com a corrupção do PT - Partido dos Trabalhadores.

Do outro lado, há os representantes das camadas menos prestigiadas economicamente e políticos historicamente presentes nos movimentos sociais de esquerda, que classificam a subida de Temer e seus aliados ao poder, como o exemplo mais clássico e contundente de um “golpe de Estado”.

Acontece que independente do ponto de vista dogmático ou político de cada um dos 200.000.000 de brasileiros, a ingerência, a corrupção e o lamaçal que se encontra a política do Brasil, leva até mesmo os observadores e grandes meios de comunicação internacionais, a se manifestarem sobre o grande imbróglio vexatório que o país atravessa nesse momento nas mãos dos seus líderes empossados há poucos dias.

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Lula Michel Temer

Por exemplo, foi o que fez um dos mais famosos jornais britânicos, The Guardian (O Guardião), veiculando em 23/05 que indubitavelmente "o ar de conspiração em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff”, só fez se aprofundar e reforçar com o vazamento de um diálogo telefônico gravado em segredo. Mas que diálogo é esse e qual é a importância do mesmo para o Brasil?

Trata-se das falas do ministro Romero Jucá e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, deixando indícios mais do que claros de que havia um complô orquestrado para a saída sob um “verniz pseudo-democrático” de Dilma Rousseff do poder.

E para que ambos os citados anteriormente e outros mais desejavam tanto a saída da presidente? Para poder assim, parar de uma vez por todas o avanço das investigações da operação Lava Jato, que já movimenta a nação por um bom tempo, conclui o tabloide da Grã-Bretanha.

O jornal ainda fez questão de destacar na sua matéria jornalística que Romero Jucá se viu assim, obrigado a sair do Ministério do Planejamento, após a revelação bombástica do diálogo sórdido entre ele e Sérgio Machado.

Obviamente, toda essa lista de revelações prejudica a confiança por parte da população no líder interino Michel Temer e nos nomeados do seu governo, até mesmo porque tais representantes de centro-direita possuem 7 ministros atolados diretamente na operação Lava Jato, sendo acusados de terem lavado dinheiro ilícito obtidos na Petrobrás e de terem recebido propinas diversas.

Que há algo de podre, muito podre, não no reino da Dinamarca, mas aqui mesmo na República Federativa do Brasil, os especialistas e comentaristas políticos não hesitam em afirmar, ou seja, um governo que por si só, se esqueceu do voto de 54.000.000 de brasileiros para a presidente anterior, já começa a cambalear com este tipo de notícia e isso tendo poucas semanas no comando do país e quando o tempo for mais longo, que outras descobertas virão a tona?!

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