Há um clima de feriado no Brasil. As ruas estão mais vazias, pouca gente circulando em horário comercial. As estações de metrô, durante o horário de pico da última sexta-feira, 06/05, estão relativamente vazias, com um movimento de final de semana. Os ônibus, especialmente com direção a ZonaLeste, encontram-se com espaços livres nos corredores, onde passageiros podem circular com folga e sem esbarrões.

Tarde de sábado, 07/05, uma visita rápida a uma das lojas de uma grande rede de supermercados e poucas pessoas nos corredores, especialmente nas seções de eletrodomésticos.

Mesmo com poucas pessoas nas filas para compra de frios e embutidos, um senhor reclamava que havia dois funcionários: "Por que não emprega mais gente para o atendimento ser mais rápido?", diz.

Empregar mais gente? Como equacionar num momento de contração econômica? Num período onde pessoas escolhem, fazem contas, cortam "luxos", sacrificam itens supérfluos e optam em comprar apenas itens de primeira grandeza - grãos, cereais, alguns embutidos (salsicha) e carnes.

Impossível fazer uma aquisição, uma contratação num momento tão instável, onde empresas cortam custos, fecham unidades, concentram forças em outros locais para reforçar suas vendas e aumentar seu faturamento.

A consequência é aumento de pessoas economicamente inativas, que vivem do mercado formal e investem suas economias criando uma concorrência desenfreada e dificultando as relações de mercado de quem já atua por muito tempo.

O cenário não é dos melhores. Haverá mais gente se aventurando no mercado formal, executivos atuando no transporte de passageiros, indústria automobilística fraquejando e mais pessoas adeptas ao transporte coletivo e por modais não poluentes, como a bicicleta.

Talvez o senhor que disse "Porque não contrata mais gente?" precise olhar para os lados, perceber uma nova dinâmica.

Vai ficar por fora de assuntos como este?
Clique no botão abaixo para se manter atualizado sobre as notícias que você não pode perder, assim que elas acontecem.
Governo Política

Fala-se muito em Crise econômica no Brasil. Logo, não dá para esquecer dos nossos vizinhos e dos EUA, que também passam por um momento super delicado na sua economia e com uma taxa de desemprego bastante acentuada.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo