O vazamento do áudio envolvendo Romero Jucá (PMDB) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, revelou uma das etapas deplanejamento de um claro golpe de estado, com o intuito da retirada da presidente Dilma Rousseff do poder, não para parar a corrupção, mas para fazer parar justamente as investigações, sob o espectro da Operação Lava Jato, que atingiria em breve o PMDB e o PSDB. A ordem era "parar a sangria", segundo o próprio Jucá e fazer Michel Temer assumir o poder, sendo um representante de gente como Eduardo Cunha.

O que se tem visto por parte daqueles que apoiaram a saída de Dilma, sob o pretexto de estarem lutando contra a corrupção, talvez seja em certa parte um estado de perplexidade, quando esses realmente colocavam o combate à corrupção acima das questões ideológicas. Mas, não tenho lá tanta esperança.

O fato é que muitos deles, mesmo que inconscientemente, apoiavam o impeachment, mais por questões ideológicas do que puramente por questões éticas.

Por isso tentam fazer parecer que são a favor da democracia, não representando o povo em sua totalidade, plural, mas o povo deles, o grupo deles, numa espécie de etnocentrismo ganguista e ideológico.

Poucos se arrependerão. Alguns ficarão calados, enquanto outros serão mais descarados e vão tentar colocar na mesa, desculpas para tudo isso. E ainda assim, não se enganem, pois as desculpas não serão para os que mais sofrem e sofrerão com a destruição de direitos mínimos garantidos.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Michel Temer Política

As desculpas são para eles mesmos. A ética que lhes é, ainda assim intrínseca, sempre vem cobrar auto-verdades, mesmo que no fim sejam apenas mentiras.

E já estamos vendo isso. Gente do Movimento Brasil Livre (MBL) um dos grupos baluartes do golpe, aquele mesmo de Kim Kataguiri, muito provavelmente financiado por organizações estrangeiras, como a dos irmãos Koch - tentou até fazer uma loucura argumentativa, colocando nas costas de Lula as armações de Jucá e Machado, no áudio vazado.

A Revista Vice publicou recentemente um artigo que mostra que alguns apoiadores desse grupo de ativistas de domingo, estavam muito decepcionados com a foram como a organização, depois do afastamento de Dilma, havia adotado uma linguagem pró-governo interino.

Um dos grandes ícones dessa direita paradoxal, que se diz liberal, mas é conservadora, Olavo de Carvalho, o filósofo hype, ex-astrólogo, ex-comunista,já atacou, ontem (23), os novos ícones destros, acusando gente como Kim Kataguiri e Janaína Paschoal de ingenuidade, e o colunista da Veja, Reinaldo Azevedo, de compactuar claramente com um golpe pró-corrupção.

Em meio a esse pré-caos ideológico na direita, o sumiço de "ativistas" dominicais de internet e a teimosia de tantos outros em querer, ainda assim, dizer que não é golpe, as ruas dos bairros abastados seguem em silêncio. Panelas só são ouvidas nos restaurantes lotados, em plena "pior crise da história da humanidade nacional".

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo