A Pfizer (companhia farmacêutica fundada em 1849) anunciou, nesta sexta-feira, 13 de maio, sua posição ao uso de suas drogas em injeções letais nos Estados Unidos. A injeção letal é o meio de execução mais utilizado nos Estados Unidos, sucedendo a cadeira elétrica, câmara de gás, guilhotina e forca. Com a oposição da companhia, o governo americano fica com todos os medicamentos aprovados para execuções legais, inacessíveis para o procedimento.

Em um comunicado em seu site, a Pfizer afirma que faz seus produtos para melhorar e salvar a vida dos pacientes que ela serve e que se opõe ao uso deles para execuções por pena de morte.

Maya Foia, diretora da Reprieve (uma organização de defesa aos direitos humanos), declara que a ação da Pfizer consolida a oposição ao uso indevido de medicamentos.

Um dos produtos utilizados é o cloreto de potássio, que causa parada cardíaca.

O produto foi encontrado ano passado, com rótulo de fabricação da Hospira (companhia farmacêutica comprada pela Pfizer), em material utilizado em uma execução no Arkansas.

Hoje, mais de vinte e quatro pessoas estão condenadas àmorte, porém, não há medicamentos para a realização.

Desde 1976, mais de 1400 pessoas foram executadas nos Estados Unidos. Contudo, a pena de morte vem reduzindo seu número ano após ano nos Estados Unidos.

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O ápice foi em 1999, com 98 execuções. Ano passado, o númerofoi historicamente baixo, com queda de 33% em relação a 2014. Dezoito estados aboliram a prática, seriam dezenove, mas, em Nebraska, políticos e ativistas recolheram assinaturas para reverter a decisão.

A preocupação do governo em não executar inocentes tem sido um grande fator para a redução de execuções. Com a posição da Pfizer na liberação das drogas, o governo fica de mãos atadas.

A oposição dos laboratórios em fornecer material para o coquetel, fez até com que alguns estados tentassem comprá-lo ilegalmente.

Na falta de um componente para o coquetel, a injeção pode falhar, fazendo com que o condenado agonize e sofra, até que se concretize a morte. Um caso de execução mal sucedida foi enfatizado pela mídia quando Clayton Lockett, um condenado àmorte chegou a avisar que asdrogas não estavam fazendo efeito.

Agonizou mais de 40 minutos antes de morrer.

Será que o fim da pena de morte esta próximo nos EUA? O assunto divide opiniões, porém organizações de direitos humanos ganham força com a oposição dos laboratórios.

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