O impeachment da presidente eleita, Dilma Rousseff, e a consequente posse do presidente interino, Michel Temer, ocorrida no dia 12 de maio, foram marcados por muitas polêmicas. Nunca, na história política, o debate político esteve com os ânimos tão acirrados e a sociedade tão dividida entre a permanência e a mudança. No meio da crise de representatividade estavam os manifestantes anticorrupção, e do outro os pró-democracia.

Ambos viraram destaque nos principais noticiários e deram voz às suas opiniões nas principais redes sociais. Confira aqui aOpinião de Dilma sobre Temer após sofrer impeachment

O fato é que a instabilidade políticacomeçou a dar fortes sinais desde a eleição de 2014, porém se agravou durante o período de vigência do segundo mandato de Dilma Rousseff. O motim da crise ocorreu com o desdobramento das denúncias do ex-senador Delcídio do Amaral sobre os esquemas de corrupção na Petrobrás, cometidos pelo PT, as investigações da Operação Lava-Jato e as chamadas “pedaladas fiscais”.

Apesar da mudança promovida no mais alto cargo do Executivo, o que ambos os grupos possuem em comum é o clima de insatisfação e insegurança com relação à política adotada por Temer e os rumos do país. Mas, diante desse cenário, marcado por crises e incertezas, o que será que os brasileiros podem esperar do Governo de Temer nesses próximos dois anos?

Michel Temer é advogado, tem 75 anos e é o terceiro presidente do PMDB que chega ao mais alto cargo do Executivo sem ser pelo voto direto (o primeiro foi José Sarney e o segundo, Itamar Franco).

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Governo Michel Temer

Ele foi secretário de segurança pública, procurador-geral do estado de São Paulo, e foi três vezes presidente da Câmara. Sua relação com Dilma Roussef, quando era vice, foi marcada por desentendimentos causados por diálogos desgastados.

O presidente interino reconhece que está diante de um desafio urgente: por nos trilhos áreas importantes e estratégicas. Temer declarou que suas prioridades são o reequilíbrio da economia do país e o ajuste nas contas públicas.

Para isso, Temer contará com o apoio do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, o restabelecimento da harmonia com o Congresso e os estados também são pontos fundamentais para que haja uma verdadeira integração federativa.Leia aqui a primeira entrevista de Temer como presidente em exercício

“Quero arrumar o país nesses próximos dois anos e sete meses”, afirma Temer, que deseja ser visto como alguém que conseguiu passar mais do que confiança, e sim, cumprir sua missão.

Para isso, Temer cortou algumas pastas. Dentre elas o Ministério da Cultura, que se uniu ao Ministério da Educação, perdendo sua autonomia. A nova medida desagradou principalmente os artistas, que encaminharam uma carta ao novo presidente em exercício.

Além disso, a ausência de mulheres e negros no governo de Temer também foi alvo de críticas. No entanto, Temer vem declarando nomear algumas mulheres para determinados cargos importantes.

Exemplo disso é Maria Silvia Bastos Marques, que foi nomeada presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento, o BNDS.

O fato é que a "novela Temer" promete render muitos capítulos. Enquanto isso, o Brasil fica só observando!!!

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