Na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Viviany Beleboni, desta vez apareceu com uma roupa que faz referência à imagem clássicada justiça. Amordaçada, ela carregava, além da balança dourada, uma representação da Bíblia em que foi possível ler "Bancada Evangélica" e, abaixo, a palavra "Retrocesso". Por dentro, a falsa Bíblia estava forrada de dinheiro.

No trio elétrico em que desfilou, a faixa com o escrito "Fora Temer" também chamou a atenção.

Viviany foi recebida com aplausos e acenos por parte do público, que aprovou sua escolha de fantasia. Nas redes sociais, muitos manifestaram seu apoio e elogiaram a coragem da modelo, bem como sua beleza e a elaboração impecável da vestimenta.

Novamente, a performance polêmica de Beleboni faz alusão à religiosidade. Em 2015, a modelo apareceu crucificada para representar o calvário pelo qual transexuais passam em seu cotidiano, sendo diariamente crucificadas e crucificados de diversas formas.

Após a Parada do ano passado, Viviany foi alvo de ameaças e ataques por religiosos e tirou daí a motivação para a roupa deste ano, criticando o fato de a justiça ser seletiva e se encontrar, com frequência, sob influência de poderosos como os membros da Bancada Evangélica na Câmara - cuja atuação tem levado a entraves e retrocessos na conquista dos direitos das minorias.

Nas palavras da própria modelo, em declaração ao site G1:“Por que não passam os textos da bancada LGBT?

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Relacionamento Política

Quem tapa os olhos da Justiça é a bancada evangélica. Eles, principalmente, estão querendo ser a Justiça. Eles querem se tornar a Justiça. Eles querem fazer a religião deles como Justiça”.

Esta vigésima edição da Parada LGBT, que aconteceu ontem, dia 29, teve como tema "Lei de Identidade de Gênero Já - Todas as pessoas juntas contra a Transfobia". A inclusão da questão trans chega tarde, mas o momento acabou sendo propício em função da movimentação recente de deputados conservadores para suspender o decreto assinado em abril por Dilma que concede a pessoas trans o direito ao uso do nome social em órgãos públicos do governo federal.

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