A “liberdade” das redes sociais é algo interessante de discutir. Conversando com um colega de profissão, por meio de um aplicativo de uma rede social, é claro, falávamos sobre as pessoas expressarem suas opiniões nas redes sociais. Que fique claro que, em minha Opinião, isso é bom! Mas claro que estou sendo “educado” em dizer “expressar suas opiniões”, pois, muitas vezes, eles impõem suas opiniões e mais, transformam a liberdade de expressão em “discurso de ódio”.

Grande número de participantes das discussões perdem, rapidamente, a capacidade de “argumentação” e passa para grosseria.

A democracia tem sido posta em prática nas redes sociais todos os dias. O grande problema, em minha opinião, não é a liberdade democrática expressa em postagens curtas, longas, imagens ou textos, como esse texto, publicado em redes sociais, mas sim, a falta de prática democrática nos discursos/textos.

Mas, observando algumas coisas, chego à conclusão, baseada em minha opinião, que a falta de “habilidade” democrática, com as palavras/ideias, tem alguns culpados. Quando os professores pediam para você ler, escrever e muitas vezes defender ou refutar assuntos polêmicos na escola/faculdade, o que você fazia? Passava a tarefa para o mais “descolado” do grupo ou pensava “onde vou usar essa droga”? Além disso, vou antes da escola, em minha opinião/experiência a família tem sua parcela de culpa nesse processo “abortivo” da democracia.

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Educação Opinião

Lembro-me como se fosse ontem meus pais dizendo: “quando um burro fala o outro baixa a orelha”, essa expressão fazia referência ao fato de que não devíamos argumentar com as decisões impostas pelos mais velhos, simplesmente escutar, e o principal, obedecer.  Eu cresci, muito por sinal, preciso emagrecer, mas isso é para outro post, e durante minha formação universitária de professor de Educação física sempre fui incentivado a argumentar, expressar minha opinião e não esquecer o mais importante, permitir que nossos futuros alunos também se expressem, pois estávamos estudando para formar o futuro participativo da nação.

Para arrumar uma confusão/discussão, bastava discordar do professor que a festa da liberdade de opinião terminava em um discurso inflamado e rico em saliva jorrada de uma boca nervosa, eu sentava nas primeiras classes e sentia na pele a força da oratória (risos/choro). Mas isso gerava/gera um conflito muito grande em mim, como que alguém diz para eu me posicionar, argumentar sobre o que acredito é o mesmo que me repreende quando eu argumento?

Isso não fazia/faz nenhum sentindo para mim. Muitas vezes, eu pensei da seguinte forma, “essa é a maneira que ele (professor) encontra para nos desafiar para que possamos aumentar nossa habilidade de discutir/argumentar”, nossa como eu era/sou inocente. Claramente que ele queria preservar o sentimento de superioridade discursiva, imagine só, como a opinião dele seria refutada ou posta em dúvida por um aluno que estava “aprendendo”.

Afinal, quem é o professor meu jovem?

Lendo algumas postagens e suas discussões, chego à seguinte conclusão: a prática da argumentação inteligente é uma importante maneira de expressar a liberdade de opinião e entender que a liberdade começa na capacidade de interpretar e respeitar a opinião do outro, até porque, isso tudo que escrevi, é a minha opinião.

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