O eleitorado britânico está prestes a fazer uma escolha que mudará e determinará as suas vidas.

Escolherão se querem permanecer na União Europeia, embora com um estatuto legal diferente dos restantes Estados membros, ou se querem sair dessa mesma União Europeia.

Se ficarem, este referendo não passará de um susto que o Império depressa quererá esquecer, e a lenta agonia da Europa irá continuar, mas com um ingrediente a mais: o novo enquadramento jurídico da permanência da Grã-Bretanha, que prevê, entre outras coisas, um tratamento diferenciado para os cidadãos oriundos de países comunitários.

Cai assim um dos argumentos pela permanência do Reino Unido: caso fiquem, os ingleses poderão discriminar cidadãos oriundos da Europa comunitária, sim!

Em caso de “brexit”, a Grã-Bretanha e a União Europeia terão de negociar acordos bilaterais de comércio livre, sob pena de uma mútua recessão econômica.

Será uma tentação para os alemães aplicarem a “Teoria da Vacina”, fazendo a vida negra aos ingleses, a fim de desencorajar novas saídas da EU, mas prejudicar-se-ão a si próprios e às suas empresas.

Além do mais, a Grã-Bretanha ficará livre para assinar os acordos comerciais com quem quiser, nos termos que entender e os Estados Unidos não deixarão o seu mais importante aliado sozinho, num momento tão crítico.

Se a Grã-Bretanha sair, a hipótese de implosão da União Europeia é real, pois não só abre um precedente, até agora inédito, de saída, como mostrará ao mundo que é possível viver melhor fora da União Europeia.

A chamada União Econômica e monetária foi construída adaptada à economia alemã, não sendo por acaso que desde 2000 o crescimento dos restantes países tem sido residual, alternando com períodos de recessão.

Os melhores vídeos do dia

A experiência da Moeda Única demonstra que é impossível trabalharem com a mesma divisa, sujeitas às mesmas regras e políticas, realidades econômicas tão distintas, como a alemã ou as do sul da Europa.

O Tratado Orçamental, imposto pela Alemanha, amarra governos supostamente soberanos a uma política liberal de um ponto de vista econômico e obcecada com o déficit, de um ponto de vista orçamental.

Isto é, votam as pessoas no que votem, a política será sempre o neoliberalismo.

Não é legítimo e não é democrático.

O “brexit” é uma oportunidade de implosão deste monstro imperial e burocrático que se tornou a União Europeia, a fim de ser construída uma Europa dos povos, mais solidária e respeitadora da Soberania das nações. É por isso que eu apoio a saída do Reino Unido da União Europeia, pela liberdade dos povos em escolherem o seu próprio destino.