No curto período de um ano e meio, a França sofre o sétimo atentado terrorista e deixa no ar um sentimento de apreensão e impotência quanto à segurança dos Jogos Olímpicosno Rio de Janeiro.

O atentadodo último dia 14, quando um caminhão avançou sobre a multidão que comemorava o Dia da Bastilha em Nice, acendeu de vez a luz vermelha, no claudicante setor da Inteligência brasileira para os Jogos Olímpicos, a despeito de todo aparato de assessoramento internacional.

Uma das primeiras medidas, logo após a tragédia francesa, foi a reunião de emergência convocada pelo Presidente interino Michel Temer com parte do gabinete, para discutir estratégias e reforços para a segurança dos Jogos, que, oficialmente, começam no dia 05 de agosto, na cidade do Rio de Janeiro.

Ficou acordado que uma das medidas será a intensificação das revistas, aumento da restrição de trânsito em algumas vias estratégicas e a proibição de acesso de veículos a alguns eventos.

Indagado sobre as novas medidas tomadas a toque de caixa, no calor dos acontecimentos e, portanto, não previstas, estudas ou calculadas, o Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, que participou com Temer da reunião relâmpago em Brasília, soltou essa pérola: “É uma situação muito difícil, muito complexa de lidar, porque ninguém poderia imaginar que um caminhão pudesse se transformar em uma arma de destruição em massa”.

Sim, essa é uma resposta que podemos esperar de qualquer camponês humilde, de qualquer piedosa senhora católica praticante, mas não é resposta que um General, chefe da Inteligência e segurança Nacional possa dar.

Um militar galgado a esse posto tem que ter o discernimento de saber que o Terrorismo é um estado de guerra permanente e as armas de que se utilizam, são as óbvias, muitas que só são armas nas mãos especializadas do terror e que estão ao alcance de todos os mortais como objetos ou bens comuns de utilidade.

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Assim, considerar caminhões, helicópteros, aviões, navios, ônibus, trens, carros, drones e o próprio homem para dizimar multidões é a lição primária.

Primário também é saber que os pontos de aglomeração, fora do entorno das competições, são alvos em potencial, isso significa casas de shows, clubes, hotéis e restaurantes, teatros e cinemas, shoppings, cartões postais como o Cristo, Pão de Açúcar e ponte Rio-Niterói, sem descartar é claro, as praias cariocas. Pensar o cotidiano é a lição de casa.

Poderia se argumentar que a fala do General, em grande medida, repercute a inexperiência do Brasil em conflitos internacionais de grande monta e por isso, o exército brasileiro, representado por seus comandos, não podem ir muito além da experiência teórica.

Agora, se a declaração do General soa estranha, do mesmo modo causa estranheza a aceitação da declaração pela sociedade brasileira, é o mesmo que dizer que todos, são mais do mesmo e isso seria absurdo dizer, não fosse o fato de, a mesma sociedade e o exército terem aceito como natural, a nomeação do comunista Aldo Rebelo, ex-Ministro “trapalhão” dos Esportes no primeiro Governo Dilma Rousseff, para comandar o ministério da Defesa, no segundo Governo Dilma. É, não é tão absurdo pensar que todos, são mais do mesmo!

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