A publicação norte-americana fala sobre a Violência anti-gay, mas começa a matéria tratando do assassinato de uma travesti - a quem a mídia parece só ter se referido pelo nome de batismo e que é tratada a todo momento no masculino, inclusive pelos familiares -, vítima de facada, em Manaus.

Seu caso, como o de muitas outras pessoas LGBT vitimadas pelo ódio, foi pouco divulgado. Segundo a contagem da página "Homofobia Mata", foram 5 assassinatos entre os dias 1 e 3 de julho.

A pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia, usada como referência no próprioThe New York Times, revela 1600 mortes motivadas por ódio nos últimos 4 anos e meio - e, sabemos, essas mortes são subnotificadas, uma vez que a contagem das mortes é feita por reportagens. O Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo em números de assassinatos de pessoas trans.

O jornal chama ainda atenção para como parte dos crimes por LGBTfobia têm suas motivações omitidas ou relativizadas por parte dos oficiais ao compilar as notificações de homicídios.

Entre a comunidade LGBT, contudo, o medo da intolerância que pode lhes tirar a vida só tem aumentado, principalmente face à disseminação de um pensamento conservador extremista - e, convenhamos, o tratamento policial nos oferece pouca ou nenhuma sensação de segurança.

NoThe New York Timessão mencionadas, ainda, diversas declarações de políticos conservadores, que,com frequência, desdenham da LGBTfobiae de outras lutas sociais, além de referências à tradição machista que ainda é predominante aqui.De acordo com a Anistia Internacional, o país enfrenta um aumento da violência homofóbica e a imagem de um Brasil aberto, que celebra e abraça sua diversidade vem caindo por terra.

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A verdade é que a predominância da falta de informação e de discursos equivocados por parte de formadores de opinião é uma das grandes responsáveis pela discriminação crescente enfrentada pelos LGBT, atrelada ao pouco interesse, por parte de órgãos públicos, de adotar uma postura mais respeitosa e receptiva às demandas das minorias. Não raro, em vez de amparadas, vítimas de agressões motivadas por ódio são novamente vitimizadas quando interrogadas por oficiais ou quando precisam enfrentar processos jurídicos.

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