As disputas eleitorais nos Estados Unidos estão acirradas. Como sempre, tudo se resumeaos dois grandes partidos de sempre. De um lado,hillary clinton, primeira mulher a competir pela presidência nos EUA, do outro,o empresário Donald Trump. E o que Dilma tem a ver com isso?

À sombra de partidos contraditórios

Também a primeira mulher a se candidatar no Brasil, Dilma foi eleita na continuação do projeto petista.

Há quem diga que a "presidenta" seja um mero "fantoche" na mão do PT.Contradizendo grande parte das propostas com as quais venceu, Dilma fez um programa em muito semelhante ao de seu adversário Aécio Neves. Programa que muitoatacou nas eleições.

Hillary Clinton, como Dilma, à sombra de seu partido, prometiauma vitória fácil aos telespectadores das eleições. Mas o que vemos agora é uma disputa apertada com o adversário republicano.Nas contradições, Hillarynão fica atrás.

Paratemas "polêmicos", a candidata muda de opinião como muda de roupa: casamento igualitário, regulação de Wall Street, guerra do Iraque e por aí vai. Sambando entre a opinião pública e o partido Democrata, que nem sempre caminham em harmonia.Maso que é realmente impressionante é a semelhança da tática de Dilma Rousseff e Hillary Clinton!

A insistência no mal menor

Enquanto na primeira candidatura de Lula em 2002, o PT apostounum marketing da imagem do operário cativante e popular, a estratégia mudouna reeleição.

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Política

Conseguido o posto, o focoera manutenção.Isso exigia outra estratégia e, sendo o PSDB ainda o maior adversário e de base larga, era crucial se mostrar melhor que o outro candidato. Essa estratégia continuou visivelmentenas candidaturas de Dilma Rousseff.

Uma pequena parte da propaganda eleitoral era dedicadaàs propostas. Outra, um pouco maior, destinava-se a "resgatar as conquistas" do partido (leia-se: reforçar a sombra).

E a maior de todas, a partir da segunda eleição de Dilma, era a propaganda do contraste.

Ou seja, Dilma se apresentava em contraste ao adversário, de modo a fazê-lo parecer um candidato inelegível, sendo ela, obviamente, a saída possível. É a tática do "mal menor". Clinton entende bem disso. É o que também tem feito em relação a Donald Trump.

Aqui está o problema:diminuir o adversário para se sobressair como a saída (dos males, o menor), diz mais sobre o candidato que sobre o adversário.

Dilma e Hillary têm, ambas, um histórico político para embasar sua candidatura. Seus adversários, contudo, não deviam precisar de ajuda para parecerem "inelegíveis".

Aécio Neves trazia nas costas um escândalo envolvendo 450 kg de cocaína, construção de aeroportos privados com verba pública e uma péssima atuação no seu último cargo político em Minas Gerais – onde, aliás, não ganhou na votação. Trump dispensa comentários: sem histórico na Política, faz questão de destilar preconceitos de todos os tipos em horário nobre.

Trump sequer conseguefalar uma frase completa sem proferir, pelo menos, 10 palavrões.

Então Hillary e Dilma se esforçam para provar que são melhores queisso?

A história, ou melhor, a tática se repete. E só prova, mais uma vez, que o "mal menor" não serve ao povo, mas simà própria manutenção de um poder que se pretendehegemônico e absoluto. Tanto que Dilma, eleita, executou, na prática, umprograma muito próximo do seu adversário. E nada indica a possibilidade de se esperar algo diferente de Hillary e seu extenso histórico de contradições.

É preciso construir uma "terceira via" alternativa e deixar de alimentar os "males menores", que de menor não têm nem a vergonha.

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