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O terrível pesadelo que assombrou os amantes do Futebol em decorrência da histórica humilhação sofrida pelo Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950, denominado Maracanaço, foi alvo de perspectivas de superação com a remissão do país ao sediar a Copa do Mundo de 2014.

Entretanto, aquele que poderia vir a ser o fim do pesadelo, foi ocupado por um vexame maior ainda. Desta vez não foram apenas 2X1, mas 7X1 em partida realizada no Estádio Mineirão em Belo Horizonte e que ficou conhecido como Mineiraço.

A derrota causou sérios danos à paixão mantida pelos brasileiros à sua Seleção de Futebol. A relação jamais foi a mesma. A confiança que outrora era mantida pela grande maioria dos torcedores transformou-se em meras e improváveis expectativas em obter resultados positivos.

O futebol cheio de graça que outrora atraía a atenção do mundo passou de exemplo a alvo de chacota, caindo inclusive no ranking da FIFA. O futebol brasileiro é alvo de zombarias em todos os cantos do mundo. O resquício do bom futebol ainda é vivo tão somente em razão do eterno Rei Pelé, conhecido pelos mais velhos em todos os países.

Entretanto, já nas Olimpíadas Rio 2016, após duas partidas com parcos resultados obtidos frente às seleções da Africa do Sul e Iraque, o "escrete" recuperou um pouco da confiança ao golear a seleção da Dinamarca e vencer com certa tranquilidade a violenta seleção colombiana.

Com a última vitória, o Brasil enfrentará a seleção de Honduras pelas semifinais e poderá deparar-se com a temida seleção Alemã na final, se acaso esta superar seu próximo adversário, a respeitada seleção nigeriana.

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Sobrevindo tais resultados, quais sejam, Brasil vence Honduras e Alemanha vence a Nigéria, a final pela disputa do ouro olímpico se dará entre Brasil e Alemanha.

Com tais possibilidades, cria-se a expectativa pela revanche do futebol brasileiro em razão da humilhante derrota sofrida na copa do Mundo de 2014.

Teremos, finalmente, a possibilidade de apresentar um futebol acima da média, com elementos motivadores raramente vistos e um desejo imensurável de retribuir um placar elástico. Senão os mesmos 7X1, ao menos um número que imponha a mesma vergonha.

De outro lado, teremos a seleção Alemã com a responsabilidade de repetir a proeza da seleção principal, contudo, com significado de muito menor importância.

Esperamos, assim, se concretizem as perspectivas e possamos resgatar aquela velha paixão incondicional tida com o futebol brasileiro e torcer, e muito, para que esse novo sonho não se transforme em mais um vexame.