Nestes dois anos, o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados) teve um papel importantíssimo no Golpe parlamentar contra a presidente da República, Dilma Rousseff. O partido, escondido atrás do lema genérico “Fora todos!”, defendeu a derrubada da presidente eleita e convocou a população às ruas em defesa dessa pauta. Esta posição oportunista fez com que o partido sofresse uma ruptura, muitos militantes se envergonharam do fato de cartazes do PSTU rondarem a sede da FIESP, o antro da burguesia paulista.

Além disso, o lema e os cartazes do PSTU passaram a ser copiados por movimentos integralistas e fascistas na capital paulista.

Na data de 29 de agosto, o partido publicou uma nota comemorando a queda da presidenta Dilma e pedindo foco total na derrubada do vice-presidente Michel Temer e do Congresso Nacional, colocando em pauta Eleições Gerais. Em nota, a justificativa do PSTU para convocar novas eleições se dá pelo fato de Temer e o Congresso Nacional serem ex-aliados do governo petista.

Ou seja, não devemos lutar contra o congresso por ele defender retrocessos trabalhistas, mas sim porque as lideranças do PSTU os consideram ex-aliados petistas. O PSTU acaba utilizando o mesmo discurso da direita, colocando o PT como a maior desgraça política da história do Brasil, fazendo o termo “petista” uma ofensa.

No entanto, esta não é a primeira vez que os morenistas fazem uma análise de conjuntura equivocada e infantil, a diferença é que desta vez há um ar de oportunismo eleitoral.

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Lula

Em 2014, na Ucrânia, o mesmo partido que apoiou o golpe contra Dilma Rousseff, apoiou militantes neonazistas e reacionários. O PSTU também apoiou a Primavera Árabe, uma ação militar promovida pelo ocidente em países do Oriente Médio que não eram submissos aos interesses dos Estados Unidos e União Europeia.

Recentemente, em relação às eleições argentinas, o PSTU afirmou que o candidato da presidenta Cristina Kirchner, Daniel Scioli, representava a mesma política do presidente eleito, Mauricio Macri.

Hoje, a Argentina está afundada em uma crise econômica e mais de 1 milhão de pessoas entraram na pobreza no primeiro semestre de 2016 e 7 milhões não tem moradia digna.

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