Em época de eleição, se faz de tudo para tentar conquistar o seu voto. E a palavra conquistar não é vazia e sem sentido, pois é isso mesmo o que acontece, uma conquista. Na imagem, é possível ver um envelope contendo propaganda política. Esse envelope faz parte da propaganda de alguns candidatos do minicípio de Nova Iguaçu – RJ. O curioso é que está estampado bem grande na frente do envelope a seguinte frase: “AUTORIZADO PELO PASTOR”.

Isso não é sem sentido, é uma jogada política, ou seja, um marketing eleitoral. O marketing eleitoral tem como objetivo exclusivo todas as ações de comunicação e divulgação voltadas diretamente para um determinado público - ou pleito.Esse caso especifico é o público evangélico.

Dentro desse marketing eleitoral, como em todos os outros, existem estratégias psicológicas de “conquista”: Os especialistas chamam de “gatilhos mentais”.

Gatilhos mentais são técnicas de persuasão. Elas se relacionam com aspectos presentes em todos os seres humanos, tais como: emocionais, sociais e instintivos. Essas técnicas são muito utilizadas pelos vendedores. Os vendedores acreditam que uma venda é 100% emocional. Isso é, muito das coisas que as pessoas compram, foram realizadas porque elas foram elevadas a efeituarem a compra pela propaganda.

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Isso significa que o nosso sistema de decisão não é tão racional como acreditamos. Por isso, um vendedor tem em mente que “as pessoas primeiramente escolhem emocionalmente e depois usam a razão para analisar e justificar sua decisão”.

Para quem não se lembra, Voto de Cabresto é um tipo de abuso de autoridade relacionada ao controle de poder político. Cabresto é uma corda que serve para controlar o animal e puxar ou guiar na direção em que seu dono deseja.

Esse era o modo como os antigos coronéis faziam suas campanhas eleitorais; obrigando o povo pobre a votar neles ou em seus candidatos por meio de ameaças ou falsas promessas. Pense, o que estava em jogo ali era a figura da “autoridade”.

Hoje não é diferente, existe um tipo de marketing eleitoral de cabresto evangélico. Na foto, a palavra “autorizado” lembra “autoridade”; quando alguém ler, em sua mente é ativado certos “gatilhos mentais”.

Inconscientemente, o que ocorre é uma relação de legitimação. Isso porque, usualmente, entendemos autoridade como alguém que está acima de nós e que devemos obediência. Nesse caso o pastor. Enfim, esse tipo de marketing eleitoral tem como objetivo dar uma ordem: dizer em quem o fiel deve votar.

Isso acontece de forma indireta e persuasiva. Diferente da outra forma que é mais evidente e direta, que é quando o pastor Silas Malafaia vai em rede nacional, pela televisão, e lista os partidos que os evangélicos não podem votar.

Quando Malafaia faz isso ele está dizendo que os evangélicos não têm competência para escolherem bem seus candidatos, e que os fiéis precisam de um líder religiosos para iluminá-los nessa escolha. Isso é mesma coisa que os coronéis faziam. Isso é voto de cabresto evangélico.

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