O mito de pés de barro. Bolsominions se revoltam!

Jair bolsonaro, o polêmicopolítico carioca, gravou um vídeo para o Facebook na semana passada no qual, com um discurso inflamado, tecia críticascontra a Proposta de Emenda Constitucional 241, a PEC 241, diretamente dos jardins de sua mansão na praia Barra da Tijuca, área nobre do Rio de Janeiro.

Bolsonaro afirmou no vídeo do dia 8 de outubro ser uma vergonha cortar recursos da saúde, educação e das forças armadas, sendo ele próprio reservista do Exército e profundo conhecedor das dificuldades dos militares.Declarou ainda que a taxa Selic, nos patamares atuais, era um crime contra a economia nacional, pois cada 1% transferia R$ 36 bilhões do povo para os bancos.

Nesta semana, porém, tudo mudou...

Temer age nos bastidores

Após um rega bofe, com muito vinho importado, uísques e comida de primeira, no qual o presidenteTemer e sua esposa, Marcela, às custas de, estima-se, R$ 250 mil de dinheiro público, com exposições técnicas do FMI e de economistas de grandes bancos privados nacionais, o ilustre deputado mudou de ideia.

O ilustre deputado, tido como "mito" por seu séquito, votou a favor da PEC 241 e, quando questionado, respondeu de forma lacônica que votou porque quis e que os militares (como ele) e os parlamentares (isso ele não admitiu) não seriam prejudicados pelos cortes.

Bolsonaro rebateu as críticas de forma incisiva, afirmando que tinha que proteger os seus eleitores militares e que existem outros parlamentares. "Se estão reclamando pelo possível fato de ter negociado algo de bom para os militares, por favor, cobrem dos outros 512 parlamentares negociar também algo de bom para as demais categorias", declarouem sua página do Facebook.

PEC do teto de gastos é corte na carne, mas do trabalhador

A polêmica PEC 241 estabelece limites extremamente restritivos aos gastos com pessoal, em especial da saúde e da educação, que serão apenas atualizados, no máximo, até o índice do IPCA medido pelo IBGE.

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Jair Bolsonaro Michel Temer

Os críticos afirmam que a PEC ignora o crescimento vegetativo da população e o crescimento econômico. Com menos recursos por pessoa, o funcionamento dos serviços públicos estará gravemente ameaçado, em especial na saúde, em razão do envelhecimento da população.

Aposentados e crianças sofrerão mais

Bolsonaro, que se diz defensor da própria família,não precisa se preocupar com esses cortes, pois recebe a "aposentadoria" de oficial da reserva, tem direito à aposentadoria como deputado federal, além de um plano de saúde do Congresso Nacional que cobre os melhores hospitais do Brasil.

Infelizmente, a maioria da população não tem essas vantagens.

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