Lucía Pérez tinha apenas 16 anose vivia em Mar del Plata. No sábado, 8de outubro, saiude casa para se encontrar comMatías Gabriel Farías, de 23 anos, com quem a polícia acredita quemantinhaum relacionamento. Na casa de Farías, que era traficante de drogas, Lucía foi drogada, brutalmente violada e acabou morrendo.

A juíza responsável pelas investigações chegou a classificar o crime de "aberração desumana": alémde estuprarem a jovem, os homens usaram um objeto pontiagudo para violá-la.

Depois, lavaram o corpo de Lucía, trocaram suas roupas e a levaram ao hospital, onde contaram que ela teria sofrido uma overdose. Os médicos tentaram reanimá-la, mas a garota já estava morta. Farías foi preso juntamente comJuan Pablo Offidani, de 41 anos, ambos acusados de estupro seguido de morte. A polícia apreendeu aindaAlejandro Alberto Masiel, de 61 anos, acusado de tentativa de acobertamento do homicídio.

Desde o ocorrido, de acordo com o jornal El País, houve pelo menos três outros assassinatos de mulheres na Argentina em situações semelhantes. Vanesa Débora Moreno, de 38 anos, foi assassinada pelo marido, Alejandro Diego Ruíz; seu corpo foi encontrado pela filha que ainda se deparou com o padrasto enforcado nos fundos da casa onde moravam. Silvia Filomena Ruiz, de 55 anos, foi esfaqueada pelo ex-marido,Claudio Florencio Rajoi, que depois também se suicidou.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Mulher

Marilyn Méndez, de 28 anos, grávida de três meses do noivo, foi esfaqueada pelo ex-namorado, Ariel Coria, com quem teve três filhos.

A Violência de gênero levou à mobilização de milhares de mulheres por todo o país, que saíram às ruas na quarta-feira, 19 de outubro, vestidas de preto. Na internet, foram lançadas campanhas com hashtags contra a violência: #NiUNaMenos (esta iniciada com uma passeata no ano passado e relembrada no dia 3 de junho), #VivaNosQueremos e #MiércolesNegro.

O Supremo Tribunal de Justiça da Argentina registrou, em 2015, 235 feminicídios, uma média de um assassinato a cada 36 horas. 8% das vítimas tinha menos de 20 anos de idade e 43% delas estava entre os 21 e 40. Neste ano, apenas em outubro foram contabilizados 20 feminicídios.

No mesmo 19 de outubro aconteceram protestos por diversos países na América Latina, mostrando como a violência contra mulheres é um problema grave enfrentado por culturas nas quais o machismo persiste como base da sociedade.

Mulheres marcharam nas cidades de São Paulo (Brasil), Montevidéu (Uruguai), Santiago (Chile), Assunção (Paraguai), La Paz (Bolívia), Lima (Peru), Cidade do México (México) e ainda houve protestos no Panamá, Nicarágua e Guatemala.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo