De acordo com a GLAAD (Aliança Gay e Lésbica Contra Defamação), 2016 é o ano com maior número de assassinatos de pessoas transgênero nos Estados Unidos. Até o momento, foram notificados 24 assassinatos, a maioria deles de "pessoas de cor" (negros, latinos ou pertencentes a outras etnias). Em 2015, foram 22 - no Brasil, os registros de apenas 2 meses ultrapassam essa contagem, com 23 assassinatos em setembro e outubro.

Essa estatística não leva em conta casos registrados como não sendo crime de ódio (Transfobia), além de ser recorrente que apenas o nome de batismo do indivíduo seja reportado, de forma que a pessoa não é registrada como sendo transgênero.

A preocupação, agora, é que demonstrações de ódio levem a ainda mais assassinatos e que a nominação, por Donald Trump, de uma Suprema Corte conservadora leve à perda de direitos.

Uma lista de supostos membros que vão compor o gabinete ministerial do recém eleito presidente é também causa de consternação entre a comunidade LGBT. Entre os escolhidos estariam, por exemplo, Dr. Ben Carson, cotado para a Secretaria de Saúde e Educação, que acredita que o casamento entre pessoas do mesmo gênero é uma trama marxista para estabelecer a Nova Ordem Mundial.

O resultado das eleições presidenciais também levou a uma corrida pela retificação de nomes em documentos, devido ao medo de o direito ser revogado ou de o processo ser dificultado durante a administração potencialmente conservadora que está por vir.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
LGBT

A organização WITNESS, voltada para o apoio e treinamento para o uso de gravações de vídeo como formas de denúncia de violações dos direitos humanos, divulgou, no fim de outubro, o projeto "Capturing Hate" (em português, "Capturando Ódio"), que analisa vídeos em que são exibidos múltiplos atos de agressão contra pessoas transgênero. Segundo o estudo, todos esses vídeos foram publicados na internet como "entretenimento", mas uma pesquisa aprofundada a respeito do conteúdo serve como instrumento valioso de comprovação do ódio diário vivido por esses sujeitos.

Os vídeos recebem ainda centenas de comentários favoráveis aos atos de Violência contra pessoas trans.

No Brasil, filmagens de agressões contra LGBTs mostram uma realidade semelhante - não podemos dizer que é a mesma, pois nossos números representam um verdadeiro genocídio de homossexuais e transgêneros. A necessidade de se conduzir um estudo como esse em nosso país é urgente, levando em conta não apenas as gravações amadoras, mas também o que é veiculado em noticiários.

Nenhum esforço para expor esse tipo de violência é grande demais.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo