Desde que Lula foi reeleito presidente em 2006, os discursos são sempre os mesmos: o de que sua vitória só foi possível por causa dos programas assistencialistas. Logo, se não fosse o Bolsa Família e o Prouni, o então presidente não teria ganho o pleito. O mesmo foi dito de Dilma Roussef, que venceu duas Eleições seguidas para a Presidência da República. Tais argumentos esvaziam o debate sobre os problemas sociais do país e nos dão uma impressão de que o povo não tem capacidade de escolha e se contenta com migalhas.

Votando nos meus interesses

Mas afinal, o que tem de errado em eleger um candidato cujos programas de governo trouxeram benefícios ao eleitor? O fato de eu reeleger um governo que foi bom para mim me faz alienado ou consciente? E se, ao invés de eu escolher o candidato que beneficiou a mim e minha comunidade durante o seu mandato, eu escolhesse aquele cujo partido nunca soube que eu existisse? Eu estaria sendo consciente? Provavelmente não.

Pense bem: você trabalhou em uma empresa que nunca te deu condições de trabalho, que pagava um péssimo salário, que não dava benefícios como planos de saúde e convênios diversos, onde os superiores te maltratavam etc.

e, de repente, você consegue um novo emprego infinitamente melhor e mais prazeroso do que o anterior e trabalha muito feliz. Existe algum sentido em voltar a trabalhar no antigo serviço? Você deixaria uma empresa que te fez bem para voltar à empresa que lhe fazia mal? Provavelmente o leitor vai concordar comigo que seria loucura, um retrocesso na vida e na carreira.

Reconhecimento

Portanto, o que tem de errado votar em quem lhe beneficiou? Qual o crime em depositar em um cadidato que lhe proporcionou o que os outros nunca sequer pensaram em proporcionar?

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Lula Eleições

Isso não é compra de votos; é reconhecimento. Se pensar naqueles que mais precisam e tentar dar-lhes oportunidades é errado, então não sabemos mais o que seria o certo. O político está no papel dele e o eleitor usa sua inteligência para escolher entre a progressão e o retrocesso. Por isso a conclusão é simples: faz muito bem que faz a escolha pela continuidade.

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