A síndrome do pânico se resume em um transtorno psiquiátrico que necessita de uma análise profunda e tratamento rápido e correto. As crises que costumam acontecer são assustadoras e desagradáveis, podendo afetar a vida social, profissional e amorosa do paciente. Aproximadamente 4% da população brasileira sofrem com esse tipo de transtorno e afirmam que as crises são violentas, rotineiras e destrutivas. Muitas pessoas não sabem quais são os verdadeiros sintomas e, por isso, não buscam o tratamento correto.

Pensando nisso, reunimos alguns dos 3 principais explicações que envolvem a síndrome do pânico, acompanhe:

O transtorno é mais comum em mulheres

A psicoterapeuta Marina boccalandro, professora da Puc-SP revela que a estimativa é de que aproximadamente 4% da população brasileira esteja sofrendo com os sintomas apresentados pelo transtorno. A médica aponta que as crises mais fortes costumam acontecer em jovens que iniciam a adolescência e em mulheres entre os 35 e 40 anos de idade.

“Estamos notando que isso está se iniciando mais cedo, podendo atingir as crianças e também idosos”. Quando os homens apresentam alguns dos sintomas comuns na síndrome do pânico, eles evitam procurar ajuda médica, e isso acaba piorando a doença. “É mais corriqueiro que as mulheres busquem ajuda, pois são mais precavidas. Agora os homens, só vão ao médico em caso de urgência, fazendo com que a atitude seja um pouco tardia”, completa ela.

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O tratamento requer afeto e deve ser complementado com atividades físicas, alimentação saudável e medicação.

A médica revela que existem outras práticas que podem ser incluídas no tratamento, como o ensino correto da respiração, visualização, meditação e imaginação semi-dirigida. Lembrando que, em momentos de crise, o mais importante é aprender a trabalhar a respiração, mantendo a prática de inspirar profundamente e expirar com mais força ainda.

“Tudo que é considerado saudável também deve ser incluído no tratamento, isso vai trazer resultados positivos ao tratamento”, explica o psiquiatra Felipe Corchs, que atua no Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas de São Paulo.

Não existe um motivo definitivo para o desenvolvimento do transtorno

O psiquiatra Felipe também explica que a Síndrome pode surgir devido a várias possibilidades e infinidades, nunca existe um motivo certo para isso.

“A doença está sendo estudada com muita atenção, e alguns especialistas acreditam que a genética interfira na doença, outros estudam a possibilidade da doença surgir a partir de traumas sofridos na infância”, “O que sabemos é que isso inclui um envolvimento dos sistemas cerebrais de defesa, justamente naquela parte que controla o sentimento de medo, mas não descobrimos o que exatamente atiça esse descontrole emocional”, explica ele.

A psiquiatra Marina explica que a doença pode ocorrer graças a vários fatores. “Existem mais chances de que pacientes que já tenham familiares com os mesmo sintomas possam desenvolver o transtorno com mais facilidade, mas também o uso de drogas, traumas no nascimento, estresse envolvendo afogamento e abusos sexuais podem colaborar no quadro do paciente”. A médica revela que um dos alimentos que devem ser evitados é o café, pois ele é um dos fatores que pioram a crise, “por isso é necessário reduzir o consumo por no máximo 4 vezes ao dia, sendo que o última dose deve ser até as 17 horas, depois desse horário o paciente pode sofrer com a insônia e, até mesmo, alucinações", aconselha ela.

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