O documentário 'Meninas', dirigido por Sandra Werneck e lançado no ano de 2006, relata a vida diária de algumas meninas durante o período de descoberta, gestação e nascimento de seus bebês. Acompanhando por aproximadamente 1 (um) ano o dia a dia das "meninas mamães", o filme revela os desafios por elas enfrentados e a reação das famílias perante a novidade.

Luana, Evelin, Edilene e Joice têm algo em comum, são adolescentes grávidas que vivem entre a ideia de serem mães e apenas jovens que ainda não saíram completamente da infância, são meninas que atropelaram etapas da vida e que representam grande parte das adolescentes brasileiras hoje.

O documentário começa mostrando uma fila de jovens em uma unidade de saúde esperando para fazer o teste de gravidez (exame de urina) e logo após passa a relatar os depoimentos das meninas acima citadas. Em suma, na época das filmagens Luana tinha 15 anos e estava grávida de 4 meses; Evelin com 13 anos e grávida de 3 meses; Edilene tinha 14 anos e grávida há 7 meses; por fim, Joice com 15 anos e grávida de 4 meses.

Quando a realidade bate a porta é que se nota que não é fácil ser mãe tão jovem, que ser mãe não é de longe comparado a brincar de boneca. As meninas relataram que não se sentiam preparadas para serem mães e após o nascimento afirmaram que estava muito difícil cuidar de seus bebês, pois davam mais trabalho do que imaginavam.

Evelin, por exemplo, ficou "viúva" aos 13 anos quando sua filha estava com 4 meses; Luana teve que cuidar de sua bebê e de suas irmãs mais novas, enquanto sua mãe trabalhava; Edilene saiu da casa do namorado para morar com sua mãe, que também teve um bebê, para ajudá-la e Joice teve que esquecer seu sonho de servir a marinha para cuidar de sua filha.

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Maternidade Opinião

26 de Setembro - Dia Mundial de Prevenção da Gravidez Não Planejada

O Dia Mundial de Prevenção da Gravidez Não Planejada é uma campanha que busca melhorar a educação sexual, visto que hoje não é preciso fazer esforço para encontrar uma jovem que esteja grávida, é uma realidade que está estampada na face da sociedade. A questão não gira em torno de abominar essas jovens, mas perceber que muitas delas estão tendo filhos sem planejamento por não se precaverem, por elas e seus parceiros optarem pelo não uso de métodos contraceptivos ou por falta de informação.

Não que seja errado ser mãe e pai na adolescência, mas é mais difícil. A Maternidade/paternidade traz consigo uma série de responsabilidades. Não existe uma idade padrão para ser tornar pais, embora o período da adolescência não seja o recomendado.

O que falta para os jovens é diálogo, conversa, informação. Mostrar que o que realmente incomoda não é o preservativo na hora do sexo, mas sim uma gravidez indesejada e mal planejada, tanto para os pais quanto para os bebês.

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