Não é muito difícil perceber que a sociedade hoje está programada. Tudo segue um padrão imposto, desde a infância até a velhice. Como se, ao nascermos, o médico ativasse o botão "piloto automático" em um passe de mágica, ou melhor, em um sistema configurado onde tudo passasse a dançar conforme a música.

Os centros das cidades refletem este cenário. Olhares se cruzam, mas não se enxergam; onde todos ouvem, mas ninguém assimila.

Crianças vão e vêm do colégio, os jovens vêm e vão da faculdade, os adultos vão e vêm do trabalho e os idosos vêm e vão da padaria, do mercado, do médico, do banco, da fila do INSS.

Nos grandes centros, diversificadas vozes a reclamar se confundem e formam apenas ruídos. No meio de tanta poluição sonora provocada pelas buzinas inquietas, gritos, gargalhadas e sirenes, vejo como somos reféns de uma rotina estressante. Somos todos robôs feitos de carne e ossos, programados conforme nossas tarefas, metas e horários.

Desde muito cedo, cada um de nós temos que começar a traçar nossos objetivos. Lembra quando te perguntaram "o que você quer ser quando crescer?", quando você ainda estava no 5º ano do Ensino Fundamental e não aceitaram como resposta "ser um super herói", e ainda te aconselharam a ser um médico, advogado, engenheiro e ter uma carreira de sucesso?

E por incrível que pareça você teve que largar a ideia de ser um super herói e salvar o mundo para estudar e alcançar boas notas, estudar e alcançar boas notas, estudar e alcançar boas notas, estudar e alcançar boas notas, estudar e...

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Curiosidades

Desse jeito mesmo, exaustivo.

Hoje tudo se resume em estudar; entrar para uma faculdade renomada, formar, ter um ótimo emprego, com um alto salário, casar, ter o carro do ano e ir vivendo refém do relógio e da cafeína. Ninguém tem tempo livre, todos estão cansados com os ombros caídos e doloridos, sendo fuzilados por balas de monotonia.

Os brilhos nos olhos se apagaram, a excitação ficou perdida na esquina de casa, os amigos se afastaram, os casamentos se arrastam.

São poucos os que ainda querem e têm ânimo para plantar uma árvore, fazer trabalho voluntário e viajar o mundo como desejavam quando crianças. Nossos sonhos foram queimados, hoje apenas sobrevivemos na correria do dia a dia e só paramos para dar aquela respirada profunda e dizer para o atendente da padaria: Mais uma xícara de café, por favor!

Diante desse contexto caótico, o que mais desejo é ter o privilégio de acordar em um domingo e sair para correr ao ar livre.

Sem trânsito, sem telefonemas, sem relógio, sem ruídos. Se você não estiver satisfeito com a sua vida, mude tudo de lugar, para no futuro não ser aquele que, com lágrimas nos olhos, canta o sucesso dos Titãs: "Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer...".

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