Segundo o site da Embrapa, o Brasil produziu mais de 95 milhões de toneladas de soja na safra 2015/16, ficando apenas atrás dos EUA, sendo Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul os principais estados produtores.

O total exportado, em grãos, farelo e óleo, chegou à cifra de US$ 28,0 bilhões. Os dados do período indicam que houve quebra de safra e uma produtividade muito inferior à americana, enquanto esses últimos produziram 3,23t/ha, o Brasil produziu apenas 2,88t/ha.

Fabricante de paineis com ociosidade

Por outro lado, só a Yingli, uma empresa chinesa que fabrica painéis fotovoltaicos, produziu mais de 65 milhões de painéis para 90 países, incluindo o Brasil. No terceiro quartil de 2016 teve uma receita de quase US$ 220 milhões, com uma produção de 365,3MW em módulos produzidos e enviados.

O resultado passaria despercebido não fosse o fato de serem valores reduzidos comparados com o quartil anterior, publicado no site da empresa, quando houve uma redução de 55% da produção em MW e uma correspondente queda na receita de vendas.

Trocas comerciais visando superávit energético

O que está faltando nesse país é um planejamento para ligar essas duas linhas: um acordo bilateral que permita a troca de usinas fotovoltaicas por soja.

Enquanto a soja serviria para abastecer um país gigantesco e recompensaria a ociosidade temporária da produção de placas fotovoltaicas, pequenas usinas direcionadas para o interior do MT, PR e estados do NE serviriam para reduzir o custo da produção de energia e transmissão pelas vias normais.

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Pequenas soluções exigem menos investimento

A vantagem de construção de pequenas usinas fotovoltaicas em cidades menores é que elas poderiam estabelecer um equilíbrio de uso para a produção mais direta, sem os grandes investimentos em geração (já que a hidroeletricidade está limitada) e distribuição (transmitindo a energia dos locais produtores para os distantes locais consumidores).

Outra grande vantagem seria a redução de custos locais para pequenos municípios, permitindo um alívio nas contas públicas, uma vez que parte dessa geração poderia ser direcionada a pequenas e médias empresas locais, gerando mais empregos e renda.

Empreendedorismo em escala de média empresa

Assim, o governo brasileiro deveria focar em ações "oportunistas" como esta para poder tirar o Brasil do fundo do poço, ajudando a indústria chinesa a eliminar a ociosidade e ao mesmo tempo incentivando a exportação em maior volume de uma commodity que tem espaço para aumentar a produtividade.

Como efeito colateral, haveria um "surplus" de energia que serviria para reduzir o custo de um dos principais itens do custo empresarial: energia.

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