Falar é fácil, mas experimentar pode fornecer elementos mais fortes da realidade e por isso foi realizada a instalação de vinte painéis fotovoltaicos de 265W cada, de origem canadense e de uma unidade inversora Fronius Primo 5000, conectando-as à rede da companhia de energia e gerando energia própria.

A instalação dos painéis foi integralmente colocada em um telhado de sobrado na parte da manhã, com o auxílio de três homens, sendo um deles o responsável técnico pela instalação, com formação em Engenharia Térmica.

A instalação do inversor Fronius (que transforma a energia contínua, gerada pelas placas, em energia alternada) ocupou um período de duas horas na parte da tarde.

Às 16 horas, todo o sistema estava conectado e funcionando, gerando energia suficiente para a casa de 200 m2 e devolvendo ao Grid (sistema elétrico) o excesso. No dia seguinte, foi averiguado a condição do relógio, às 10h30 da manhã, com o mesmo registrando até aquele instante uma revolução no mostrador de medição de consumo de luz de 4KWh negativos.

Por outro lado, a imagem do mostrador do equipamento Fronius mostrava uma produção de 2595Wp (wattspico) na manhã seguinte. Metade dessa produção teve que ser diretamente doada ao Grid, pois a residência era monofásica, enquanto que a outra metade é que gerou a produção negativa de 4KWh em menos de 12 horas consecutivas, incluindo período noturno. O fato do local da instalação ser em Bauru, São Paulo, ajuda o tempo de exposição das placas ao sol, pois se trata do verão em pleno trópico.

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Política

A teoria funcionou na prática

O uso de experimentos para colher essa riqueza de detalhes é um exemplo de como a análise comportamental experimentalista pode cooperar para reduzir a margem de erros das instalações, principalmente em investimentos de Política pública energética.

Houve dificuldades, tais como problemas de conexões, localização das placas, considerando o espaçamento do madeiramento, além do fato de ter que transportar para o telhado de um sobrado, com 12 metros de altura no ponto mais alto, sem uso de elevadores ou roldanas.

O total do investimento foi de R$ 40 mil em 10 vezes sem juros.

Esses números são devidos à iniciativa experimental privada da empresa que patrocinou a compra e instalação. A previsão de economia é de R$ 1.000,00 (mil reais) por mês, que mostra a possibilidade de pay-off (recuperação do valor investido) em no máximo cinco anos, com uma garantia de equipamentos de vinte e cinco anos.

A velocidade de recuperação de investimento pode ser muito mais rápida se as tarifas de bandeira amarela e vermelha forem aplicadas, se houver reajuste de tarifa ou ambos.

Economizando em lâmpadas e ar na prefeitura

Fica uma reflexão para os novos prefeitos. Se a conta de energia dos órgãos públicos é alta e os seus telhados podem gerar energia suficiente para a prefeitura e para a empresa de energia, por que ainda não existe iniciativa para pagamento às prefeituras do excedente que elas podem produzir, além de linhas de financiamento específica para energia limpa?

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