O ano de 2017 se inicia e, em conjunto, vem as atrocidades da transição de governo nas prefeituras do estado do Rio de Janeiro. Cada prefeito molda a cidade conforme seus interesses políticos, e outros entregam o seu governo a “Jesus Cristo”, na intenção de assegurar uma gestão próspera e justa. Esperamos que o próximo passo não seja o de obrigar os funcionários a reservar 10% do salário para dizimar a uma instituição religiosa.

Porém, o que nos interessa como relevante, e não tem tido visibilidade nos meios informativos, são as situações dos trabalhadores concursados, comissionados e terceirizados que estão sem receber o salário e o décimo terceiro referente a 2016. Com a transição de governo nas prefeituras, todos os profissionais de cargos comissionados foram exonerados, sem nenhum direito trabalhista, e o que lhes resta é mendigar uma oportunidade de serem reaproveitados na nova gestão.

Além do desemprego, da humilhação para se recolocar na função antes desempenhada, de vivenciar tensões sobre a continuidade do trabalho, o salário e décimo terceiro não foram pagos e, também, não há previsão para pagamento. A essa questão cabe o compromisso dos excelentíssimos prefeitos que estão assumindo a gestão. E essa é uma questão a ser ignorada, pois algumas prefeituras já decretaram situação de calamidade.

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Política

Nesta direção, inicia-se nas prefeituras o jogo de poderes e favores, e as relações clientelistas são intensificadas. Quem não tem indicação, quem não trabalhou para que a atual gestão fosse eleita, sinto muito - você está fora desse jogo sujo, de quem entra e quem sai. A disputa por cargos considerados “importantes” é comparada a uma guerra de todos contra todos, quem vence é quem aparentemente tem mais conhecimento e poder.

Neste jogo, algumas secretarias que só tinham funcionários comissionados sofrem com a perda da memória institucional. Os usuários dos serviços são os mais prejudicados nessa transição. Mas a importância máxima é o compromisso em distribuir os cargos prometidos. Ninguém pode ficar de fora! Essa é uma novela que se repete a cada transição de governo, mas que não vale a pena ver de novo.

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