O empresário Eike Batista mais uma vez é rememorado pela mídia como ícone de sucesso ou fracasso. Em suas últimas aparições sob os holofotes, vem protagonizando o presidiário sem regalias, hostilizado por desconhecidos em via pública, com sua imagem aos poucos arranhada, como um pária social que, antes mesmo de uma condenação judicial formal, já vem amargando a dilapidação de sua dignidade, imagem e glória.

Fazendo um rápido panorama por sua vida pública, já foi apresentado como empresário em várias frentes importantes na economia do país: petrolífera, gasolífera, logística e, claro, a mineradora, a maior alavanca em sua vida econômica. Embora nem tudo que tocasse virasse ouro, comercialmente falando, esse minério é uma marca em sua carreira empresarial. Ao começar sua exploração na Amazônia, alcançou o título-ápice de toda sua glória financeira até então: o primeiro bilionário brasileiro.

O primeiro bilhão, especulações e o anti-herói

Essa nomeação tanto foi explorada que pode ser considerada quase como um casamento forçado com este. O título ex-bilionário tornou-se um lastro que o acompanha, haja vista sua exaustiva associação que o conceitua na vida pública. Contudo, acompanha-se agora a desfiguração de sua imagem, por meio de críticas que vão desde corrupção e envolvimento no pagamento de propinas espúrias, até a retirada de implantes capilares, que, para entretenimento do público, apresentam então um novo Eike, careca, calçando chinelo, acompanhado de perto por policiais, numa versão que o destitui de qualquer glamour, transformando-o em um novo anti-herói nacional.

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Lava Jato

Informações sobre sua vida pessoal são ventiladas pelas mídias sociais, e mais uma vez servem de matéria prima para manchetes diversas, em que o ex-bilionário desce cadencialmente os degraus da fama.

O fator X

E o ‘x’ que tão iconicamente o acompanhou até então não poderia ficar de fora, mas agora nessa nova fase, o x não se reporta a uma nova empresa exploradora e inovadora, antes é o típico x das manchetes policiais em que figuram os denunciantes: o ‘x-nove’.

Nessa quadrilha em que figuram colarinhos brancos e ex-ocupantes do poder executivo, a nova fase da Operação #Lava Jato investiga o colossal esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e fraude em licitações em obras públicas no estado do Rio de Janeiro, onde Eike tem seu nome citado e sua participação investigada.

O país inteiro agora acompanha atentamente a evolução das investigações da Polícia Federal e vê caírem, como em um castelo de cartas, aqueles que antes protagonizavam feitos homéricos na vida econômica do país.

Eike, porém, desde o momento em que foi acompanhado por repórteres do aeroporto dos EUA a sua entrega em solo brasileiro a Polícia Federal, demonstrou um comportamento de um empresário que contempla suas desventuras com a mesma sobriedade, embora insegura, de uma analista financeiro, e resumiu sua situação com uma frase simples, mas que denota o porquê de ser o único no país que carrega o título de ex-bilionário: ‘tem que cumprir as regras do jogo,’ disse Eike.

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