Muitas podem ser as explicações de o brasileiro gostar tanto de autoajuda: crise econômica, religião, busca por prosperidade, etc. Segundo a revista Veja, cerca de 28 milhões de brasileiros leram "O Homem Mais Inteligente da História", narrativa ficcional de augusto Cury, psiquiatra e escritor que encontrou a fórmula perfeita para atrair os leitores brasileiros: drama misturado com soluções para uma vida melhor consigo mesmo e análises. Essa mistura de gêneros caiu nas graças do povo, principalmente por se tratar de uma das maiores personalidades do mundo, ninguém menos do que Jesus Cristo.

O romance se trata de uma mesa redonda entre teólogos e cientistas que começa numa reunião da ONU (Organização das Nações Unidas).

Cury escreve de uma forma clara, fazendo com que seus leitores possam entender conceitos da psiquiatria.

Em 2016, terminou o ano à frente de campeões de venda como a saga Harry Potter, engrossando assim a lista de outros vencedores que atestam o fato do gosto nacional pela autoajuda, "O Segredo", de Rhonda Byrne, e "Philia", do padre Marcelo Rossi.

Ficção ou Autoajuda

Pode até ser que muitos não aceitem que a obra não é de autoajuda, pois se trata de um romance, uma obra de ficção. No entanto, isso não inibe Cury de mostrar seu lado médico, exemplo disso foi o outro bem sucedido "O vendedor de sonhos", que narra a história de um maltrapilho que caminha arrebanhando "discípulos" e tentando mostrar à humanidade que ela está corrompida e robotizada a ponto de não aproveitar a vida. Assim, o autor trabalha conceitos religiosos, filosóficos e, claro, psicológicos.

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Certo é que, independentemente do psiquiatra, o escritor vai bem das pernas, já que as histórias são típicas do cotidiano das pessoas, o que transforma a obra em uma espécie de flashes da vida de cada um, sempre há uma identificação que consequentemente é tratada pelo livro.

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Ainda que alguns acadêmicos torçam o nariz, não dá pra negar que Augusto Cury já ganhou notoriedade, claro, nem sempre o livro que vende muito é uma obra excelente, porém, mais de uma obra do mesmo autor vender mais de vinte milhões não é de se desprezar, O mesmo já sofreu (e sofre ainda) Paulo Coelho, que é aclamado na Rússia, terra de Dostoievsky, quer mais?