Um protesto de grandes proporções tomou o Brasil na última quarta-feira (15), tomou as manchetes das mídias e das redes sociais, onde muitos brasileiros entraram na onda e declararam ser contra a Reforma da Previdência. O ato, que demonstra ser popular, também demonstra ser partidário, com apoio de sindicatos e da própria CUT (Central Única dos Trabalhadores), já que não teve grande adesão dos brasileiros às ruas durante os protestos.

Porém, a adesão da população nas redes sociais e com apoio das mídia foi de grandes proporções trazendo o debate para a sociedade. Mas será que o protesto realmente é a favor da população ou contra o governo?

Não houve durante o governo petista nenhuma manifestação liderada por esses mesmos sindicatos e pela CUT em apoio à população, pela luta e permanência dos empregos, que saltaram para incríveis 12 milhões de desempregados durante a maior crise política e econômica já registrados na história do nosso país.

O próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou ser favorável à reforma da Previdência durante o governo petista, com idade mínima e contribuição mínima muito superiores ao apresentado pelo atual governo. Então, afinal, seria o interesse das atuais manifestações causarem o caos simplesmente por quererem ser contra qualquer proposta apresentada pelo atual governo?

A reforma da Previdência é polêmica sim, é austera e deve ser debatida a fim de equilibrar as contas pública, a economia, sem trazer prejuízo exponencial para a população que até agora é a que mais sofrem com a crise instaurada desde 2015.

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Lula

Vale lembrar que coloca os funcionários públicos, militares e políticos na mesma legislação de contribuição que os funcionários privados. Então, seria esse o real motivo que despertou a manifestação das entidades ligadas ao funcionalismo público e assim analisarmos que a manifestação teve teor partidário?

Muitos estão descontentes com a contribuição sindical obrigatória, uma vez que a vasta maioria da população não se sente representada por tais sindicatos.

Seria um momento promissor analisar essa obrigatoriedade.

O problema que o Brasil está assolado em tantos problemas políticos, econômicos e de corrupção que ninguém ousa afirmar qual foco se deve debater e defender. Qualquer desvio de atenção e o Congresso pode aprovar medidas que vão contra o brasileiro e a favor da classe política.

Afinal, quem realmente governa e luta pelo povo brasileiro?

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