''Um pai e um filho sofrem um grave acidente de carro. As pessoas ao redor chamam uma ambulância, porém, o pai não resiste e morre ainda no local. O filho é socorrido e encaminhado ao hospital às pressas. Chegando lá, a pessoa mais competente do centro cirúrgico vê o garoto e diz: ''Não posso operar este garoto!! Ele é meu filho.''

Reflita sobre aquilo que você acabou de ler. Esse texto deixa a maioria das pessoas com um questionamento.

Talvez a resposta para este enigma lhe pareça óbvia. Mas caso ainda não tenha encontrado um sentido para a história acima, talvez você esteja fazendo especulações, tais como: "O homem acidentado não era o pai verdadeiro do garoto? Os pais do garoto eram um casal homossexual? Teria a mãe do garoto um caso extraconjugal?"

Leia o restante da notícia apenas depois de pensar a respeito.

Acredite, a resposta para este mistério é muito mais simples do que você gostaria de imaginar, e talvez, de admitir.

A história acima é parte de um estudo da revista Harvard Business Review, publicado hoje (7), e bem há tempo para levantar um questionamento pertinente para a data.

Amanhã, dia 08 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher.

E, sim, a resposta do enigma é: a pessoa mais competente do centro cirúrgico é a mãe do garoto.

Uma Mulher.

Porém, a grande maioria dos internautas se surpreende com essa informação.

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Mulher

O porquê?

Segundo o estudo ''The Female Millenial: a new era of talent'', mesmo tendo alcançado níveis elevados em educação formal e estarem confiantes de sua plena capacidade profissional, as mulheres ainda ocupam menos de 5% dos cargos de diretoria no mundo todo, provando que as empresas ainda demonstram dificuldades em tornar parte da realidade, assuntos bastante atuais, como a inclusão e a diversidade, e possuem muitas vezes, posturas ainda excludentes, no que se refere às minorias; não só mulheres, mas negros e homossexuais também, apenas para darmos alguns exemplos.

O status quo da liderança nas grandes empresas ainda é o homem branco e heterossexual.

Este pequeno texto, serve como um teste, que torna claro como a nossa sociedade ainda enxerga a inserção da mulher no mercado de trabalho e fica claro que, apesar de toda a luta para a igualdade de gêneros, a mulher, ainda que altamente qualificada, não possui a visibilidade devida no mundo corporativo.

Que este estudo sirva de inspiração para que possamos mudar esta visão antiquada e, de fato, começar a valorizar o trabalho das mulheres, do jeito que elas merecem ser valorizadas.

O estudo completo, incluindo a explicação do porquê nosso cérebro, algumas vezes, imediatamente exclui a figura feminina deste raciocínio com base em convenções pré-estabelecidas em nossa sociedade, pode ser lido no site da Harvard Business Review.

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