O analfabetismo científico vem mostrando ser um grande problema na sociedade contemporânea, principalmente quando a ignorância em relação à Ciência é proferida por aqueles que detém o poder político. Além disso, em pleno século XXI, encontramos grupos com posturas contrárias à ciência pedindo para que revoguemos suas descobertas.

Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, é um exemplo de como o analfabetismo científico pode ser prejudicial para toda uma geração – principalmente quando suas ideias, que podem ser chamadas de hipóteses socialmente distorcidas da realidade, acabam sendo aplicadas em domínio político.

Por exemplo, Trump acredita que o aquecimento global é fraude e ignora evidências incontestáveis da mudança climática antropocêntrica. Em consequência, Trump reduziu o investimento na área de geociências e quebrou acordos internacionais que visavam a redução de gás carbônico na atmosfera.

O primeiro problema, que consiste na falta de investimento na área de geociências, atrasa o avanço da pesquisa básica que busca entender o meio-ambiente e acaba com qualquer pretensão de superarmos os problemas desencadeados pela mudança climática antropocêntrica.

O segundo problema, que é o que envolve a quebra do acordo internacional para emissão de gás carbônico, tem uma consequência a curto prazo, como, por exemplo, a destruição da camada de ozônio, que é a grande responsável por proteger animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioletas emitidos pelo sol, e a emergência de novas doenças.

A história da ciência mostra que a aplicação de hipóteses não comprováveis e pseudociências causam danos irreparáveis à sociedade, como, por exemplo, a eugenia e o darwinismo social, que foram ideias aplicadas pelos Estados Unidos em um momento de segregação racial, e na Alemanha nazista, responsável pelo extermínio de negros e judeus.

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Ciência Política

Ainda assim, os partidários da postura anticientífica e de pseudociências continuam reivindicando que esses problemas foram desencadeados pelo conhecimento científico, o que, em uma análise epistemológica, não sobrevive aos fatos.

Por esta razão, vale lembrar a máxima do físico e filósofo científico Mario Bunge: "A pseudociência é sempre perigosa porque polui a cultura e, quando se trata de saúde, economia ou Política, ameaça a vida, a liberdade e a paz".

Esperemos por dias melhores.

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