A Greve Geral convocada para o dia 28 de abril protestou, principalmente, contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, propostas pelo Governo do Presidente Michel Temer e atingiu, em inúmeras cidades do país, o setor de transportes.

Deslocar-se, para a maioria dos trabalhadores que não aderiram à greve, tornou-se uma missão quase impossível, pois necessitaram utilizar principalmente, metrô e ônibus para chegarem ao local de Trabalho e grande parte dos funcionários de tais categorias aderiram à greve.

Para complicar ainda mais a situação, também ocorreram diversos bloqueios de avenidas em quase todas as capitais.

A falta ao trabalho por motivo de greve não é justificada, podendo ser descontado o salário do dia, mesmo que o motivo seja a paralisação dos meios de transporte público. Sabemos que, quando ocorre greve no setor de transportes, na maioria das vezes, os empregados ficam impossibilitados de irem ao trabalho.

O especialista em direito trabalhista e sócio do escritório Veirano, Luis Antônio dos Santos Junior, opina que a paralisação no setor de transportes provoca o caos para quem quer ir trabalhar, razão porque um setor que não está em greve, pode “justiçar em razão da greve dos outros.”

Se a empresa oferecer transporte e o empregado falta sem outra justificativa, o dia pode ser descontado. No caso em que a empresa não proporciona meio de transporte e o trabalho à distância não pode ser opção, o razoável seria não haver desconto.

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Vagas Michel Temer

Torna-se se suma importância reunir provas de que não conseguiu se deslocar até o trabalho, logo, se o trabalhador fotografou estações de metrô, terminais fechados, ruas bloqueadas ou até registrou através de vídeo fato que o impediu de chegar ao local de trabalho, nesta sexta-feira, o próximo passo é levar ao conhecimento do empregador.

Ao chegar na empresa, explicar e apresentar com serenidade ao chefe imediato as provas que conseguiu juntar, a fim de buscar uma solução, que não seja descontar o dia.

Sabendo de antemão, que seu patrão não está obrigado a aceitar sua versão dos fatos, portanto se não houver acordo, mantenha-se calmo e aceite, até porque a falta existiu, uma vez que é preferível perder um dia do que ficar desempregado.

Quem realmente aderiu à greve, só resta resignar-se por ter o dia descontado ou conversar com o empregador sobre uma possibilidade de compensação.

De todas as maneiras, a melhor saída, ainda é dialogar com o empregador e tentar compensar a falta em outra data ou quem sabe, trabalhando uma hora a mais por dia, evitando conflitos de ordem trabalhista num momento em que o percentual de desempregados é alarmante.

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