“Gestor: que ou aquele que gerencia bens ou negócios de outrem”. Essa é a definição do verbete no dicionário Houaiss. Bons gestores recuperam empresas falidas, transformam pequenos empreendimentos em megacorporações e maximizam lucros. Gestores são líderes, organizados e bem-sucedidos. Vejam os casos de Trump, Eike e Dória, por exemplo. Mas seria um país em crise o mesmo que uma empresa em bancarrota?

O que diferencia um bom gestor de um grande estadista?

Inicialmente temos que concordar que todo Estadista deve ser necessariamente um bom gestor. As habilidades de planejamento, liderança e otimização de recursos devem estar presentes em todo Chefe de Estado. Um governo deve sempre prezar pela eficiência, ou seja, realizar o máximo para a população com o mínimo de recursos. No entanto, as habilidades pura e simplesmente de Gestão, apesar de necessárias, não são suficientes para o comendo de uma nação.

O gestor, acostumado em administrar grandes empresas, possui um conceito simples de investimento e resultado. Todo investimento pressupõe retorno. Resultado significa lucro. Quanto mais melhor. Medir os resultados em números é algo prático e imediato. Torna a gestão dinâmica. Mas os investimentos em um país com abismos sociais precisam ter uma abordagem diferente. Pessoas não podem ser encaradas como números em uma planilha.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lula Eleições

E o lucro para uns, não pode vir as custas da miséria de outros tantos.

As grandes políticas públicas de distribuição de renda foram ações pensadas e executadas por um grande Estadista. A alocação de recursos em áreas tão sensíveis retirou milhões de brasileiros da linha da pobreza e garantiu uma vida mais digna à população das áreas mais carentes do país. No entanto, os resultados desse tipo de ação não podem ser mensurados imediatamente em uma planilha, para ser anunciada em redes sociais com o patrocínio da Unilever.

Ações de Estado são a longo prazo. E os indicadores podem não ser tão dinâmicos.

Os famigerados outsiders, em alta na política ao redor do mundo, têm se orgulhado em dizer que são gestores, não políticos. Talvez por isso a aversão a políticas públicas. Trump fez todos os esforços para acabar com o mais próximo que os EUA já tiveram de um sistema de saúde público universal. Dória não perde a chance de criticar os avanços sociais do governo PT, de forma leviana e populista.

Talvez por isso, o presidente americano esteja tão mal avaliado dentro e fora de seu país e sua versão tupiniquim sempre atrás de Lula nas pesquisas. Para governar não basta gerir, mas sobretudo conduzir a nação com eficiência e justiça social.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo