Nessa segunda-feira (22), em um show da Ariana Grande na cidade de Manchester, mais de 20 pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas.

Por se tratar de um evento onde a principal estrela era a cantora pop para o público infanto-juvenil, o Terrorismo mostra uma face mais maligna: a morte de crianças e jovens.

Reivindicado pelo EI, o fantasma do terror amedronta o velho continente. Em atentados anteriores em cidades francesas e alemãs, os terroristas procuravam atingir as potências com mortes, mas com foco em pessoas adultas.

O caso de ontem comove os jornais e pessoas ao redor do mundo pelo fato de ter o foco em crianças que foram ao show para realizar o sonho de ficarem mais próximas da cantora e, infelizmente, carregarão traumas por toda a vida.

A noite dos sonhos virou pesadelo.

Além dos jovens, pais também estiveram presentes e presenciaram cenas horríveis e, o mais pesaroso, ficaram desesperados, procurando os filhos no meio do tumulto.

O ataque de ontem despertou o medo que os ingleses não sentiam desde os ataques de julho de 2005.

Os atentados de 12 anos atrás focaram no transporte público (3 trens e 1 ônibus), causando a morte de mais de 50 pessoas e ferindo cerca de 700.

O fantasma do terror

Nos últimos 4 anos, centenas de mortes foram ligadas ao terrorismo e, em sua maioria, reivindicadas pelo ISIS, também conhecido como Estado Islâmico.

O foco no velho continente se dá pelo fato das alianças de países europeus feitas com os EUA no combate aos regimes ditatoriais e guerras regionais, especialmente no Oriente Médio.

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Polícia

Essa região, após a queda de ditadores, ficou sem quaisquer tipos de controles, o que motivou o surgimento de inúmeras lideranças em um mesmo pais.

A queda dos ditadores e as aspirações ao novo governo foi chamada de ´´Primavera árabe´´.

O crescimento do ódio nos dois lados.

Concomitante ao crescimento do terror, militantes de extrema-direita se fazem mais presentes e fomentam um ódio descomunal.

Não é de se espantar que partidos que pregam a xenofobia, fechamento de fronteiras para refugiados e leis mais duras para quem segue o islamismo, tenham ganhado holofotes e fãs por toda a Europa.

Discursos de ódio estiveram presentes em comícios da candidata Marie le Pen e números apontaram um crescimento vertiginoso dos eleitores no país que mais sofreu atentados nos últimos 3 anos, como os episódios do Bataclan e Nice, na França.

Na Alemanha, partidos com base no nazismo conquistaram cadeiras no parlamento e páginas em redes sociais com conotações xenofóbicas e racistas ganharam seguidores após o atentado no último Natal.

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