O colégio Marista, que é vinculado à igreja católica romana, realizou um evento que deixou muita gente indignada. Isso porque este colégio possui como missão formar cidadãos comprometidos com uma sociedade justa e fraterna, no entanto, não foi isso que demostrou ao zombar de algumas profissões.

Os alunos do colégio foram convidados a se vestir de garis, vendedores, empregadas domésticas e outras profissões, que, segundo o colégio, são para pessoas que não deram certo.

Na hora do recreio, os alunos apareceram fantasiados de profissões que ocupariam se nada desse certo, o título do evento, "o que você seria se nada desse certo", soou ofensivo aos ouvidos de muitas pessoas.

Márcio Ruzon, filho de um porteiro, escreveu uma carta ao colégio com a intenção de provocar reflexão nos administradores do local.

Na carta, ele lembra o colégio da profissão de Jesus Cristo, a quem eles afirmam seguir.

Ele era carpinteiro, ou seja, uma profissão de alguém que não deu certo. Segundo Márcio Ruzon, ao desprezar essas profissões, o colégio estava desprezando o Mestre deles também.

Nas redes sociais as opiniões foram diversas, houve quem discordou do colégio e afirma ter ficado ofendido ou chateado pela sua postura e houve quem apoiou o colégio, dizendo que foi só uma brincadeira para descontrair os alunos.

Uma youtuber deu sua opinião a respeito, ela diz que o fato dos alunos afirmarem que trabalhariam nessas funções somente se nada der certo, caracteriza falta de respeito com as pessoas que ocupam essas profissões atualmente.

A instituição declarou que esse evento foi um recreio temático que aconteceu em 2015 com os alunos do terceiro ano do ensino médio. Contudo, ainda hoje deixa muita gente chocada com o acontecimento.

Outras escolas também já realizaram um evento com esse título e todas elas foram taxadas de discriminar, zombar e ofender pessoas que desempenham essas profissões.

A educação na Suécia

No outro lado do mundo, a realidade nas escolas é bem diferente. Na Suécia, um país que é modelo no bem estar social, há como aula obrigatória o ensino de tarefas domésticas a meninas e meninos, e vale nota.

Lavar a louça, costurar e preparar alimentos são algumas das tarefas ensinadas nas escolas.

Neste local nenhuma profissão é desvalorizada, pois os alunos aprendem desde cedo a importância de saber ocupar distintas funções.

Nas escolas da Suécia os alunos jamais terão um evento com o intuito de menosprezar profissões, pois a sociedade sueca não gosta de desigualdade, desigualdade é sinônimo de injustiça.

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