É triste perceber a qualidade de ensino praticada por diversas faculdades que se alastram por esse Brasil afora e colocam no mercado de trabalho profissionais quase que totalmente desqualificados para o ofício que escolheram, na maioria das vezes, sem a menor aptidão para tal.

Especificamente hoje, quero falar dos cursos voltados à comunicação, que parecem não se preocupar que esses profissionais serão formadores de Opinião.

É quase que rotina nos meios de comunicação - principalmente nos telejornais apresentados por esses comunicadores(?) - o desrespeito ou a falta de conhecimento básico com a língua pátria, quando, a título de exemplo, proferem expressões como: Ele responde? (fazendo referência ao morto que, a partir de então, jamais responderá por qualquer ato ou ação, já que morto não fala) ou então quando noticiam que o carro atropelou fulano e se evadiu do local em alta velocidade, como se um veículo tivesse vontade própria e percepção de cometimento de atos infracionais e, na iminência de serem identificados e responsabilizados, empreendessem fuga, sem que para isso não fosse obrigatória a participação de um motorista conduzindo o veículo.

Os telejornais, por sua vez, parecem não passar pelo crivo de um revisor que teria a obrigação de mandar que se editassem as matérias e as corrigissem antes das mesmas irem ao ar.

Como tentativa de justificativa para essa rotina nos meios de comunicação de massa - principalmente nos jornais sensacionalistas -, acredito que a principal preocupação das empresas que contratam tenha a questão salarial como a única razão para a formação do quadro de servidores voltados a um tipo de trabalho que requer qualificação, profissionalismo e respeito aos ouvidos sensíveis de alguns telespectadores que não se qualificam como exigentes, mas, como forma de preservar as regras da boa comunicação, não deixam de identificar e reagir aos vícios que não deveriam fazer parte da arte de repassar ensinamentos básicos da nossa língua, tudo em detrimento do maior objetivo que deveria nortear o dia-a-dia de qualquer comunicador com a arte de efetivamente comunicar.

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Curiosidades Opinião

Como consequência disso, o que vemos e ouvimos hoje é um retrato fiel das consequências negativas geradas a partir da pressa em se graduar a qualquer custo, sem a preocupação de se transmitir conhecimentos elementares que venham a dar segurança aos futuros formandos, quando da necessidade de repassarem o que aprenderam num banco escolar!

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