É desde o mês de maio de 2017 que o mundo vem conhecendo o que é crime virtual, com a utilização de um vírus chamado “WannaCry”. Na última semana, ocorreram novos ataques pela rede ao redor do planeta, a maior parte concentrada em países da Europa como Ucrânia, Itália, Polônia e Inglaterra.

Os cybercriminosos utilizam um tipo de vírus chamado “de resgate”, o qual, na linguagem técnica, se chama de “ransomware”.

Exceto a última invasão de junho, estima-se que cerca de 200 mil pessoas foram lesionadas em todo o mundo. Até agora, por volta de 150 países foram atingidos por esses ataques; inclusive o Brasil.

A nova modalidade de “ransomware” consiste na exploração de uma vulnerabilidade apresentada pelo sistema Windows. Por meio da criptografia, o vírus indisponibiliza o acesso aos arquivos da vítima, enquanto “rouba” seus dados.

O plano finalmente se concretiza quando há uma proposta de “resgate” a ser paga em moeda virtual, o Bitcoin. Até o momento, a taxa cobrada girava em torno de 300 dólares por usuário.

Os analistas da Microsoft asseguraram que esse defeito já foi corrigido e os internautas podem ficar tranquilos. Porém a prática conduz a outro tipo de raciocínio: se você perceber que os seus portais prediletos estão fora do ar ou que há dificuldade além do normal em acessá-los, o melhor é que desligue o seu computador ou qualquer outro dispositivo que permita acesso à internet.

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Tecnologia

Ultimamente, os criminosos não poupam portais de bancos, vinculados a órgãos públicos como o INSS e o IBGE e até ligados a instituições da Justiça.

A força empregada para inibir ou constranger tem sido tal que, segundo levantamento em cerca 300 empresas brasileiras, o uso do “ransomware” em 2016 foi detectado em 51% delas. A Tecnologia tem sido empregada pelo ambiente cybercriminoso de tal modo que até hospitais sentem o amargo efeito da disponibilidade de acesso a prontuários, falhas no planejamento logístico de ambulâncias, atendimento a emergências e prestação de socorros.

Fontes consultadas junto a especialistas do ramo tecnológico já indicavam um sobreaviso com relação aos ataques virtuais desde 2015. No entanto, a julgar pelo que anda acontecendo nos últimos meses, é provável que pouco tenha sido feito como medida de prevenção.

Um dado importante para nós daqui do Brasil: nosso país foi o quarto mais atacado no mundo em 2016, acarretando um prejuízo de R$ 32 bilhões.

Tem sua significância dentro do universo mundial, já que as perdas totalizaram R$ 400 bilhões.

Sob o ponto de vista jurídico/criminal, esse tipo de crime cibernético enquadra-se como extorsão no Código Penal, o qual menciona uma pena de 4 a 10 anos de prisão. Além disso, existe o constrangimento (chantagem por uma possível não recuperação de dados) da vítima mediante pagamento que vise à vantagem econômica abusiva.

Mesmo com tudo acima exposto, as estatísticas descritas nesse artigo revelam que navegar na internet assemelha-se aos grandes exploradores que se lançavam ao mar em busca de novas terras ou encurtar o caminho para as Índias. Se antes, eles tinham que se deparar com um meio de transporte suscetível a mudanças climáticas (frio, ondas altas, doenças na tripulação, mar revolto, tempestades), povos hostis e motins, agora que somos navegadores da Internet, devemos considerar que a magnitude alcançada pelos cybercriminosos nos induz a uma fragilidade e insegurança do mundo virtual. Ou melhor, a Grande Rede Mundial não é dotada de segurança lógica absoluta. Revendo esse conceito, fica mais fácil praticar o que se aconselha e o que se sabe como internauta precavido: manter um bom e atualizado antivírus, fazer cópias de segurança e deixar de navegar ao menor indício de portais que estejam fora do ar por muito tempo.

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