O atual cenário político do Brasil causa vergonha diante todos os escândalos de corrupção envolvendo inúmeros partidos. Depois do PT, a bola da vez é o PMDB, com o presidente Michel Temer sendo acusado de corrupção passiva. Essas denúncias abalam o atual governo que, aos poucos, vai se enfraquecendo.

Isolado, Temer sabe que dificilmente conseguira a aprovação das reformas que dividem opiniões em todos os cantos do país.

Porém, ele alega serem necessárias para que o Brasil volte a crescer e gerar empregos. Vários partidos abandonaram a base aliada. Mesmo dividido, o PSDB é o único grande partido que continua no governo.

O deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que é o relator da denúncia por crime de corrupção (SIP 1/17), nesta segunda-feira (10), acolheu a denúncia contra o atual presidente. Após os debates na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, o governo necessita de maioria dos votos para poder elaborar um novo parecer que reflita a posição vitoriosa na comissão.

O relatório então segue para o plenário da Câmara. onde são necessários os votos de dois terços da casa (342 votos) para o processor contra Temer ser aprovado. Para barrar a denúncia, são necessários 172 votos. Sendo aceita a denúncia, o STF (Supremo Tribunal Federal) julgará o presidente, que será afastado do seu mandado.

O presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumirá interinamente.

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Opinião

Em caso de condenação de Temer, Maia deve convocar eleições indiretas onde o Congresso Nacional - Câmara e Senado, em reunião conjunta, decidirá quem comandará o Brasil até 2018.

Não é a primeira vez que eleições indiretas são convocadas no Brasil. No período da ditadura militar, os generais eram eleitos pelo Congresso Nacional. O último presidente eleito indiretamente foi Tancredo Neves. Com a Constituição de 1988, tivemos eleições diretas.

Entregar o comando do país por de maneira indireta, sem o voto popular, dificilmente colocará fim a crise ou diminuirá a tensão que o Brasil se encontra, dividido com a maioria dos seus líderes envolvidos em escândalos de corrupção.

Não temos no momento ninguém que possa unir a massa dividida da população, alguém que dê esperanças ao povo de um amanhã melhor, que faça a desigualdade e o desemprego diminuir.

O brasileiro perdeu a esperança nos políticos, até o Judiciário se mostra fraco diante de algumas situações. Em 2018, teremos a chance de mudar um pouco as coisas, de votar com consciência, de mostrar que não aceitaremos mais ser enganados e temos que nos unir para que o Brasil volte a crescer novamente.

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