Após 14 anos no comando do Jornal Hoje, juntamente com Sandra Annemberg, Evaristo Costa decidiu por motivos pessoais sair da Globo. Justamente quando o sucesso batia a sua porta não somente na Televisão, como também na internet, sempre ativo nas redes sociais. O jornalista se mostrava sempre bem-humorado e atencioso nas duas vertentes.

Naturalmente sorridente, bem-humorado e simpático, Evaristo conseguia aliar estas características um tanto escondidas nos apresentadores de telejornais brasileiros, sem perder a seriedade exigida pela função, ainda mais se tratando da Rede Globo de Televisão, que escolhe a dedo os âncoras de seus telejornais.

Em tempos de crise política, Evaristo escolheu a imparcialidade. Algo que outros âncoras, como o cansativo William Waack, pareceu abandonar. Mantinha uma química incrível com a parceira Sandra Annemberg, uma grande jornalista, extremamente carismática e com muitos fãs na internet.

Foram uma dupla imbatível! A cumplicidade era tanto que até piadas ao vivo aconteceram entre os dois, isso sem perder a tal seriedade e o ritmo da notícia, que acabava ganhando à tonalidade desses dois.

Leve, mesmo que fosse um sério acontecimento, a notícia dada por Sandra e Evaristo ganhava outra cara. Tudo na medida certa para o horário depois do almoço.

Sem Sandra, Evaristo não seria nada e ela não ganharia tanto destaque sem ele. Os dois tinham o equilíbrio e entrosamento que muitos âncoras se esforçam para aparentar. Isso ficou bastante notável quando o jornalista anunciou a sua saída do vespertino.

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Televisão Opinião

A colega ficou visivelmente emocionada. Ambos complementaram a trajetória profissional um do outro.

Evaristo deixou seu legado no telejornalismo brasileiro. Ele foi o precursor da "nova cara" do jornalismo global. E não precisou impor austeridade, conceito reforçado pelo apresentador do maior telejornal brasileiro, o Jornal Nacional, William Bonner, ou querer ser reconhecido como autoridade.

Se hoje é fácil ver jovens jornalistas ousarem ou parecer diferenciados, dotados de uma informalidade, combinados com medida certa da seriedade e muito profissionalismo, como Maria Júlia Coutinho, que ousa a escolher looks coloridíssimos e usa termos como "chuvica" no horário nobre, ou Mari Palma que possui um piercing nasal (algo antes impensado para um jornalista) e faz uso frequente de palavras informais em seu linguajar, junto com Cauê Fabiano, que também apresenta o G1 em Um Minuto.

Todos esses de certa forma beberam na fonte do caminho aberto por Evaristo Costa na Globo. O âncora não precisa encarnar um personagem de governanta alemã para trazer confiabilidade arraigada ao seu discurso e muito menos manter - se sério e mecânico o tempo inteiro. Um sorriso para quebrar o gelo, cai sempre bem. Por isso, o papel pesado de âncora de telejornal passa ser classificado antes e depois de Evaristo.

Ele fazia que parecesse fácil ocupar a função com seu jeito descontraído de fazer televisão, criou uma marca registrado e com isso, acabou trazendo um caráter humanizado ao jornalismo padrão da maior emissora do país.

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