Durante a Revolução Francesa, um grupo conhecido como “jacobinos”, representante dos pequenos e médios comerciantes, foi posto à esquerda do plenário da Convenção Nacional. Outro grupo, os “girondinos”, que defendia os interesses dos grandes comerciantes, foi colocado à direita. Eis a origem dos termos “esquerda” e “direita” na linguagem Política.

Os brasileiros gostaram muito da ideia. Tal como clubes de futebol, escolheram suas cores, suas bandeiras e seus gritos de guerra.

Alegraram-se por integrar um lado e confrontar o outro. Passaram da discussão à hostilização.

Parecem, no entanto, ter esquecido o real motivo de toda essa movimentação: melhorar as coisas por aqui, no Brasil.

Ao elegerem como prioridade a chacota e a acusação de “esquerdista” ou “reacionário”, deixam de lado as discussões e ações de pressão às autoridades para que estas levem a cabo as reformas necessárias e a probidade na condução do Estado.

Talvez seja devido se perguntar: qual o "lado" da Justiça? E a cor da Liberdade? A transparência, a probidade e a eficiência públicas são de "direita" ou de "esquerda"?

O Estado é orientado pelo Bem Comum, pelo Interesse Público. As cores e bandeiras ficam em segundo plano.

Nós, brasileiros, não temos acesso à educação de qualidade sequer razoável. Para piorar a situação, não temos tradição de leitura.

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Política

Isto nos torna despreparados e desinteressados pela vida política.

Não entendemos muito bem o que é cidadania e seu exercício. Nosso debate político permanece no nível superficial, dando margem à discussões que desaguam rapidamente na hostilização.

Os eleitos para nos representar politicamente são o resultado desse cenário. Os nossos sofríveis políticos compram seus mandatos aliando-se ao Poder Econômico para bancar eleições cada vez mais custosas.

Quando eleitos, os políticos, seus objetivos se tornam claros: defender interesses pessoais ou de terceiros. Sabem que não serão pressionados ou fiscalizados por seus eleitores, por isso sequer tentam dissimular suas ações.

Diante desse estado das coisas e enquanto permanece o confronto partidário-ideológico, o país segue aos trancos, meio que sem rumo, com um Presidente denunciado e o país dividido polilticamente.

Não há lideranças políticas confiáveis e qualificadas. Os partidos estão desacreditados. Tal como na ilustração, estamos no mesmo barco e escolhemos por brigar no meio de uma tempestade.

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