No livro ‘’Pós-Capitalismo’’, o autor Paul Mason desenvolve uma teoria sobre as mudanças que o capitalismo está sofrendo e o que ele se tornará. Uma das transformações propostas no livro é o "infocapitalismo", provocado pelo avanço da internet e o crescimento dos meios tecnológicos de acesso a internet.

Com o avanço da internet, a informação e o conhecimento como um todo estão disponível para todas as pessoas do mundo, sem fronteiras, sem limites, basta ter um aparelho que se conecte à rede e todo o conhecimento produzido pelo homem esta em suas mãos literalmente.

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Mas o que define o "infocapitalismo" não é só a generalização no acesso a informação, mas o modo como ela é distribuída, na maioria dos casos é gratuita.

O que o autor deixa claro no livro é que com o avanço da tecnologia, o produto produzido pelo homem (como música, livros, fotos) no século 21 não possui validade, não possui estoque limitado. Por conta destes fatores, não segue a regra do Laissez-faire.

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Estamos entrando na era dos produtos gratuitos e o capitalismo não será o mesmo.

No cotidiano de hoje o conhecimento está sendo o produto de maior validade para o homem, e o mais abundante. A transição do homem de era em era exige uma maior adaptação de sua parte. Nos dias de hoje, com a velocidade com que a tecnologia evolui, o homem é obrigado a acompanhar esta velocidade quase como uma máquina, tendo que absorver cada vez mais informações em períodos curtos de tempo.

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Política

O progresso tende a seguir um caminho onde o trabalho seja cada vez mais realizado por robôs, e assim o homem terá mais tempo livre para obter conhecimento, transmitir conhecimento e para lazer.

O futuro da humanidade é não trabalhar mais ou pelo menos não ter o trabalho como trabalho, mas, sim, como uma diversão ou um hobby, mas não mais como obrigação. A tecnologia está crescendo e evoluindo para que substitua o homem em todas as áreas, e a lei de oferta e procura vai deixando de ser necessária, uma vez que a abundância e facilidade de acesso a todos os produtos de necessidade e de interesse estejam ao alcance de todos.

Nesse processo o homem também muda, no texto “Fragmentos Sobre as Máquinas”, escrito por Marx, ele já previa um possível futuro assim, onde a mão de obra humana deixaria de ser necessária. No livro ‘’Pós-Capitalismo’’, Paul Nason diz que Marx, contrariando o que escreveu no livro ‘’O Capital’’, desenha um homem sem valor, onde as máquinas assumem um papel de importância maior, e o homem passa a ter que buscar um novo papel.

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“Segundo, argumentava Marx, o capitalismo movido pelo conhecimento não pode suportar um mecanismo de preços em que o valor de uma coisa é ditado pelo valor dos insumos necessários para produzi-la. É impossível avaliar insumos adequadamente quando eles vêm sob forma de conhecimento. A produção movida pelo conhecimento tende à criação ilimitada de riqueza, independente do trabalho despendido”, diz Nason em seu livro.

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O ‘’infocapitalismo’’ é uma nova página que já esta sendo escrita na história, O avanço da tecnologia, o progresso da autonomia nos meios de produção já são realidades para nós e paras as crianças de hoje. É como se todas esta tecnologia sempre estivesse existido, eles a dominaram com naturalidade e verão o antigo capitalismo como algo que jamais funcionaria.

Estamos entrando em uma era onde a globalização está unificando as culturas, criando assim uma cultura nova, a cultura da tecnologia, onde todas as pessoas têm a possibilidade de conversarem, de se verem, bastando um celular conectado à internet para que uma pessoa no Oriente possa falar em tempo real com uma pessoa no Ocidente. Isso faz com que as culturas se misturem e criem novas culturas.

O coletivo controla o mercado, e as maiores empresas do mundo nem se quer têm um produto real, mas, graças ao coletivo, essas empresas se sustentam. Então, o homem está expandindo suas dimensões a medida que a sociedade se informatiza cada vez mais.

Podemos ver assim que a promoção das ações humanas, como um todo, está levando o homem a mudar a forma como a sociedade vive. Estamos traçando uma rota para um novo estilo de vida, onde o homem terá mais tempo para se dedicar a outros afazeres que lhe agradem, não tendo mais obrigações.

Será uma sociedade onde a inteligência artificial fará todo o trabalho duro para que nós possamos "curtir” a vida. Mas tudo tem um preço, uma consequência. Quando não tivermos mais obrigações e preocupações, em que se resumirá a vida? Talvez o avanço da tecnologia tenha um preço muito alto.

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