Na última semana, o Brasil foi surpreendido com a notícia de que um juiz do Mato Grosso havia recebido um vencimento de mais de meio milhão (R$ 503 mil) no mês de julho passado. Valor em muito acima do limite constitucional.

O que acontece é que, além dos vencimentos mensais, os juízes têm inúmeras vantagens, "penduricalhos". Tais pagamentos são de verbas ditas indenizatórias, mas que beiram o absurdo como vale ternos; deslocamento para atuar em outra comarca, sendo que o juiz presta o concurso sabendo que deveria morar em sua jurisdição; vale moradia para alguém que tem salário constitucional de aproximadamente R$ 30 mi), entre outros absurdos.

Ministro Barroso é contra a imoralidade

Pelo menos o ministro Luís Roberto #Barroso, do #STF (Supremo Tribunal Federal), parece também enxergar uma imoralidade nessa situação. Ele afirmou, neste sábado (20), ser contrário ao que chamou de "conjunto de penduricalhos" nos salários dos juízes.

"Sou contrário ao conjunto de penduricalhos nas remunerações dos juízes. Acho que os juízes devem ser bem pagos, mediante subsídios e de uma forma transparente", disse o ministro do STF, que participava de um evento. Segundo a Constituição Federal o salário de um juiz deveria chegar ao máximo ao teto constitucional, atualmente no valor de R$ 33 mil.

Na verdade, os juízes recebem subsídios que deveriam substituir esse monte de verbas indenizatórias, corretamente chamadas de ‘’penduricalhos’’, pois são apenas uma maneira de fraudar a transparência.

Outro caso bizarro é a contratação de assessoria esportiva para magistrados paga pelo contribuinte

No TRT da 5ª Região (Tribunal Regional do Trabalho), Bahia, a presidente Maria Adna Aguiar abriu edital para contratar assessoria esportiva para os magistrados, bancada pelo contribuinte. O edital prevê a contratação de professores de educação física para ensinarem os juízes a correr e caminhar de forma correta e saudável.

Contestada pela reportagem da TV Record, ela informou que enxerga isso como um investimento na qualidade de vida dos juízes e justifica o gasto com a questão da saúde dos mesmo.

Porém, impossível deixar de questionar tal posicionamento, uma vez que logo a magistratura, que é o topo dos salários do funcionalismo, nem se compara com os ganhos dos pobre mortais que recebem salários mínimos e afins, não teria condições de pagar por conta própria seus treinadores?

Não seria melhor investir numa campanha informativa sobre os benefícios do exercício ao invés de bancar os professores para essa juízes que recebem altos salários. Esse é o nosso Judiciário, que diz combater a corrupção. Será?