Friedrich Schiller foi um poeta, filósofo, historiador e médico alemão século XVIII e, em certa ocasião de sua vida, disse a seguinte frase, “breve é a loucura, longo o arrependimento”, que pode se encaixar perfeitamente no quadro de crise política e econômica sem precedentes vivida pelo Brasil.

Em outras palavras, como se pode ver mais recentemente, um bom número de artistas, esportistas e famosos de modo geral que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a Operação Lava Jato e que sempre se mostraram críticos em relação as políticas sociais do PT (Partido dos Trabalhadores), estão insatisfeitos com um dos principais líderes e articuladores das reformas que se dão no país, a saber, Michel Temer.

Sim, “breve é a loucura, longo o arrependimento” é o que poderia falar o apresentador da Rede Globo Luciano Huck, o qual vem protestado nas suas redes sociais contra o que ele chama de destruição da nação levada a cabo pelo atual presidente da República, pertencente aos quadros do PMDB/SP.

Huck, assim como o ator Victor Fasano que surge aborrecido em vídeo na web, está se referindo a liberação por parte de Temer de uma área entre o Pará e o Amapá, do tamanho da Dinamarca, para que possa ser feita a exploração mineral na localidade.

Por outro lado, Temer e sua trupe, que assumiram o controle no Planalto Central, só não se detiveram em dar explicações à população de que a extração de minérios na região trará consequências desatrosas em toda a Amazônia, devastando o que é hoje uma local de preservação ambiental e que abriga reservas indígenas.

Não basta Luciano Huck vir a público dizendo que as florestas brasileiras e os povos que nela habitam se constituem nas maiores riquezas nacionais.

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Natureza Michel Temer

Não adianta o apresentador da Globo, amigo pessoal do político mineiro Aécio Neves e crítico ferrenho de Dilma Rousseff, falar publicamente que o Brasil está entregando as suas riquezas da Natureza.

Complementando, de nada vale Luciano Huck afirmar que o decreto de Temer liberando a exploração dos minérios ali existentes não passa de uma estupidez e por fim, é inócuo Huck pedir que tal medida seja revista pelo próprio presidente.

Que Huck tivesse pensado em tudo isso antes de apoiar o impeachment.

Para os menos politizados e principalmente para os fiéis apoiadores das reformas que estão caindo como temporal sobre o país, vale o esclarecimento que o decreto que homologado com a assinatura de Michel Temer extingue de uma vez por todas a Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associados).

Aliás Temer foi bastante efetivo na sua ação, pois além de liberar a exploração naquela parte do país, de acordo com furo de reportagem da BBC Brasil, ele já tinha se encarregado de negociar com exploradoras do Canadá a atuação no Norte do país, isso 5 meses antes da assinatura do decreto.

A título de curiosidade, Michel Temer, o presidente peemedebista, que conta com todo o suporte do PSDB, está completamente atolado em denúncias gravíssimas de corrupção, mas insiste em se manter no cargo, nem que para isso tenha que liberar R$15 bilhões dos cofres da União e poder assim, comprar o voto de parlamentares para se safar de denúncia de corrupção passiva feita pela PGR (Procuradoria Geral da República).

Pois é Luciano Huck, “breve é a loucura, longo o arrependimento”!

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