Um discurso que advogou a independência do Brasil nos faz pensar que o argumento bom, justo e altivo pode significar a conquista de ideais nobres por via de uma forma mais razoável do que um poderoso ataque bélico. A referência precede a independência, de modo que, tal momento histórico, ocorreu devido à movimentação maçônica que patrocinou o evento após o mencionado discurso.

Trata-se do discurso de Joaquim Gonçalves Ledo, maçom, idealista, patriota, jornalista e político brasileiro, cujo escrito visionário fundamentou a ideia de transformar o Brasil num reino independente e soberano. De tal discurso proferido, fora dada ciência ao príncipe regente D.

Pedro I, na foto em epígrafe, o que reforçou a sua postura de elevar o Brasil a categoria de reino.

Aspectos do discurso

O primeiro aspecto é um princípio psicológico e de “centuplicada força”, parafraseando Ledo, era a “propensão do homem para buscar e melhorar o seu bem estar.” Fazer algo mais, conquistar sua própria pátria, o que, até ali, estavam os brasileiros alijados.

A análise de Ledo menciona ainda fundamentos geográficos dado que o Brasil não poderia ficar inerte e deixar que sua sorte futura fosse decretada longe de seu continente, ou seja, em Portugal. Em se tratando dos aspectos históricos, Ledo esclarece que o Brasil pagou tributos para Portugal por 308 anos, a época.

Para Ledo, havia uma dívida de gratidão de Portugal para com o Brasil. Em referência, faz alusão ao uso das terras férteis brasileiras, a extração do ouro, extração de diamantes, uso de florestas, a proibição da indústria, a proibição da ciência e a cobrança de tributos.

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Os argumentos constantes e reiterados de Ledo levaram-no a gerar um conflito ideológico com outro político influente, José Bonifácio de Andrada e Silva, especialmente devido a forma como deveria ser o novo reino, de modo que Ledo gostaria de agilizar o processo e Andrada preferia fazer com mais parcimônia.

O discurso de Ledo foi tão importante para o Brasil que seu conteúdo longânime motivou o apoio da maçonaria, superando o conflito pretérito com José Bonifácio de Andrada e Silva, o qual detinha muita influência sobre D. Pedro I.

Dessa forma, no dia 7 de Setembro de 1822, nasce de um “Independência ou morte” proferido por D. Pedro I a demarcação do reino do Brasil, empossando os brasileiros de uma pátria e o imperador do Brasil.

O Dia do Maçom

Ademais, o dia 20 de agosto, dia que foi proferido o discurso, fora consagrado pela maçonaria como Dia do Maçom. Tal honraria necessita de um verdadeiro parabéns aos idealistas da pátria.

Por fim, sob uma análise contemporânea, democrática e republicana, podemos concluir que o discurso teve o papel de advogar a independência e, além disso, na sua forma, demonstrar que desde o reino, grandes lideranças do Brasil, arguem com propriedade e naturalidade sobre seus ideais, sob o fundamento do direito de liberdade de expressão, forma esta, qualificada e nobre, que presta a honraria de construir, solidificar e universalizar uma nação.

Serve o discurso de exemplo, onde o diálogo paira como força motriz de um mundo melhor. #liderdadedeexpressão #diadomaçom