Nossa! Como é difícil mudar hábitos. Principalmente, os alimentares. A sociedade diz o tempo todo que devemos ser magras e esbeltas. Mas, ao mesmo tempo, a quantidade de comidas altamente calóricas é incrível!

A grande mídia se contradiz, propositalmente. Na TV, chovem comerciais de hambúrgueres, pizzas... Ou seja, comidas muito calórias, porém, com pessoas magras. A mídia quer nos ver consumindo muitas calorias, mas também, deseja que sigamos a ditadura da beleza, que exige mulheres magras ao estilo esquelético. Padrão corporal impossível, na maioria das vezes. Ou seja: A "conta" não fecha, gerando muito dinheiro para aqueles que se valem da indústria da Beleza.

Então, quando nos alimentamos sentimos culpa por ter comido. Assim, procuramos diversos métodos "milagrosos", ingerindo medicamentos para emagrecer, praticando exercícios físicos exaustivamente e por aí vai. Terminamos por ficar doentes,é claro, sendo necessário ainda mais medicamentos . Com isso, procuramos outras especialidades médicas, psiquiatras, ortopedistas, etc. Continuando o círculo vicioso: mídia, comida, culpa, remédio, comida, culpa, exercício, mídia...

Quem ganha com isso?

É possível destacar ao menos dois gigantes empresariais. Primeiramente, a mídia , através de toda sorte de reportagens gordofóbicas, novelas apenas com mulheres magras, comerciais induzindo o consumo de hambúrgueres, pizzas refrigerantes, entre outros, que são comidas com valores calóricos altíssimos. Para, justamente, gerar insatisfação entre as mulheres.

Por conseguinte, temos as indústrias farmacêuticas,cujo faturamento médio é de 40% sobre seus produtos, sendo 35% desse valor reinvestido em propagandas e apenas 5% em novas pesquisas, segundo a Universidade federal do ABC. É perceptível, então, o interesse na insatisfação das pessoas para que elas, nesse caso, continuem comprando emagrecedores. Assim, fica fácil perceber a estreita relação entre mídia e indústria de fármacos. Ambos com o objetivo de lucrar cada vez mais através do mercado ditatorial da falsa beleza.

Na contramão, tentando barrar a publicidade de remédios emagrecedores, foi criado um projeto de lei , que proíbe a propaganda, venda e uso de medicamentos com a substância 2,4 dinitrofenol ou DNP, utilizada para acelerar o metabolismo e provocar emagrecimento. A Assembleia legislativa do Rio de Janeiro já aprovou, inclusive, o projeto mencionado. Só falta o governador Fernando Pezão corroborar com a medida, segundo O Globo.

E quem acaba sempre perdendo?

As próprias mulheres! Inclusive, você que está lendo este artigo, caso seja do sexo feminino.

Precisamos parar e refletir. Seria interessante pensar quanto tempo de nossas vidas gastamos buscando metas inatingíveis da suposta beleza. Isso pode acarretar diversos transtornos psicológicos como, depressão, ansiedade generalizada, anorexia, bulimia e tantos outros. Assim, as atitudes mais importantes para alcançarmos um corpo realmente belo são melhorar nossa auto-estima e aceitar nosso biotipo corporal, independentemente, do que nos é imposto pela sociedade.