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Você quer ter um filho ou quer uma barriga? Esta é uma pergunta contundente, mas necessária quando se fala sobre planejar uma família. Está claro que a humanidade tem falhado miseravelmente em vários quesitos e que o Brasil, ultimamente está um caos moral e social.

Se com este contexto você sente medo de colocar uma criança no mundo, mas sente o desejo de ser a mãe/o pai de alguém, este texto é para você.

A idealização dos pais

No Brasil, a maior parte dos pretendentes à Adoção deseja adotar crianças únicas, brancas e pequenas. Não é para julgar estas pessoas.

É compreensível que os pais queiram filhos que se pareçam com eles, que sejam pequenos para tentar "moldar" sua personalidade desde cedo e, com a crise, queiram uma família pequena.

Porém, esta não é a realidade das crianças disponíveis para adoção.

Crianças fora do padrão escolhido

Enquanto os pais passam anos na fila à espera da criança que se encaixa no perfil descrito acima, crianças negras, acima de 5 anos, grupos de irmãos passam mais e mais tempo em abrigos, crescendo e diminuindo ainda mais as chances de encontrar uma família.

Há também as crianças com deficiências, que são rejeitadas duplamente: pela família que a gerou e pelos pretendentes à adoção. Adotar uma criança com deficiência pode parecer complicado demais.

Ter filhos não é fácil

Acontece, gente, que ter filhos é complicado. Até mesmo os filhos biológicos não têm a mesma personalidade dos pais. São indivíduos com vontades próprias, sonhos diferentes e temperamentos diversos. Educar filho dá trabalho [VIDEO].

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Às vezes, os filhos vêm de surpresa. Às vezes, nos deparamos com uma necessidade especial no decorrer do caminho. Nada disso é previsível: simplesmente acontece.

Toda criança merece uma família

O que não pode acontecer é que cada vez mais crianças passem pela solidão dos abrigos, pela privação de um colo e carinho de pais, pela perda de esperança e de confiança. Não podemos aceitar que os nossos pequenos brasileiros percam a capacidade de sonhar.

Não é preciso luxo nem riqueza material. Mas imagine o que significa para uma criança ter, pela primeira vez, sua própria cama, suas próprias roupas e brinquedos, sua própria família! Imagine o que significa para você hoje a sua família e imagine viver uma vida inteira sem ela.

Sempre é tempo de se informar e de mudar de ideia. Converse com seu parceiro ou parceira, se houver, visite abrigos, veja vídeos ou artigos. Considere uma adoção tardia. Abra o coração e deixe que sua humanidade fale mais alto. Faça uma criança (ou mais de uma) feliz. Adote!

Você gostou deste texto? Se você se sensibilizou com este assunto, compartilhe em suas redes sociais, comece um debate com seus amigos e familiares, vamos espalhar esta ideia de solidariedade.