Em 10 de setembro de 2013, Muricy chegava ao São Paulo para ajudar a equipe a enfrentar uma de suas maiores crises. Cumprindo sua palavra de "menos discurso e muito trabalho", o ídolo conseguiu tirar o time da zona de rebaixamento. Porém, neste ano de 2017, o clube do Morumbi parece estar repetindo seus erros e, ao invés do tricampeão brasileiro, tem Dorival Júnior no comando.

Apresentado em julho, o treinador ainda não conseguiu regularidade e apesar de ter tido pouco tempo para impor sua filosofia, pode acabar assumindo o prejuízo desta fase ruim. Como muitas vezes acontece no futebol brasileiro, a diretoria acaba apontando o técnico como responsável como forma de amenizar a situação.

Só que a hora não é de buscar culpados e sim fatores favoráveis que coloquem o time finalmente no caminho certo.

A realidade do São Paulo é a penúltima colocação no Campeonato Brasileiro, com apenas 24 pontos em 23 jogos, foram seis vitórias, seis empates e 11 derrotas.

Fios de esperança: Hernanes é essencial para o time do São Paulo

Mesmo com a maré de azar, há fios de esperanças com a mesma dedicação que se aprendeu no futebol com o mestre Telê Santana.

Dentre os nomes que ainda trazem alguma luz no fim do túnel para a torcida, diante deste momento turbulento, estão Hernanes e Lugano, por exemplo. Apresentado em julho, o "Profeta" tem se destacado nos jogos e ajudado como pode a equipe com belos gols. É um reforço dentro e fora de campo.

Já o ídolo uruguaio não tem seu lugar garantido como titular, mas é uma segurança no elenco como líder, exemplo de comprometimento e amor pelo Tricolor.

Torcida precisa continuar sendo exemplo: sem violência

Se em campo faltam referências, na arquibancada, os torcedores têm sido exemplo de fidelidade. Assim deve ser. Sem violência! Apesar dos resultados vergonhosos, o orgulho de ser tricolor não sofre interferência, não mudou e nunca mudará.

É claro que o coração de cinco pontas não está batendo tão forte como deveria. A moeda precisa sim cair em pé. O manto tem que voltar a pesar. Esse não é o Tricolor Paulista que conhecemos, mas um que o torcedor não deve mesmo aceitar. Por isso, é compreensível que os torcedores que tanto se esforçam para estar em cada jogo, para comprar cada ingresso, para gritar a cada lance, tenham este encontro com dirigentes e elenco representando a nação.

Só não podemos esquecer que o momento deve ser de união, de seguir sendo exemplo de amor e não de ódio. Cobrar com respeito é o que o torcedor de organizada ou não tem direito. Tu és forte, tu és grande. Tu és gigante. O gigante vai acordar.