Com a extrema direita alemã não se brinca. Ela tem um quê a mais do que as outras extremas direitas do mundo. É o mito criado em torno de um ideal conhecido como arianismo, onde, pelo fenótipo advém uma crença política, simplesmente política, de que são superiores a todos os demais humanos do planeta.

O arianismo não tem base científica, pelo contrário, a presença de maior ou menor quantidade de melanina na pele não representa nada de diferencial em termos de potência física, com uma conhecida exceção, a favor dos mais morenos em relação ao câncer de pele. Sabe-se que eles têm menor probabilidade de adquirir câncer de pele do que aqueles que possuem menor quantidade de melanina na pele e isso é científico.

Trata-se, portanto, de uma ideologia falaciosa, mas forte politicamente, pois representa o elo para agrupamentos e formação de líderes que almejam o poder para propagar este tipo de pseudo ideal. Quando chegam no Poder exercem uma tirania tão perversa que remonta a atitude de um homem das cavernas. Destituídos de princípios, aterrorizam, perseguem, torturam, segregam e praticam atos conhecidos pela história que sequer merecem menção, dada a perversidade de seu conteúdo.

Sob este fundamento de extrema direita, cerca de 6 milhões de judeus foram violentamente assassinados. Acresce este número muitos excusores de consciência, ou seja, aqueles que não pretendem pegar em armas por convicção pessoal ou religiosa. Todo este massacre humano desmedido tem um fundamento só. A ideia extremista e ditatorial de superioridade de “raças”.

Os melhores vídeos do dia

A Alemanha, no entanto, hoje, não tem nada de ariana, é um país próspero, com alto índice de desenvolvimento humano, organizado. É o país de onde partem grandiosos estudos científicos e jurisprudências que engrandecem o conceito de justiça. Grandes magistrados da Alemanha promovem no mundo seus conceitos como o estudioso de direitos fundamentais Robert Alexy, um dos mais influentes e respeitados filósofos do direito alemão.

Alternativa para Alemanha? Ou para o mundo?

O partido leva este nome entre muitos jovens cidadãos da Alemanha próspera. O Alternativa para Alemanha de Alexander Gauland deixa claro que devolverá a Alemanha para os alemães! Não há nada de errado nisso, certo? Porém, vamos analisar democraticamente o lema extremista. Devolver a Alemanha para alemães.

A Alemanha sempre foi dos alemães, não é? A Alemanha é um centro europeu de influência econômica e política! Estaria o novato líder extremista iniciando um discurso persuasivo tal como seu mestre? Um discurso carregado de ódio, cheio de preconceitos e que matou violentamente milhares de inocentes?

Justiça! Gritam até hoje milhares de famílias destruídas por frases persuasivas e emotivas onde o que valia não era a nação mas o ódio.

O poder pelo poder vemos em muitos discursos de demagogos por aí a fora. Porém, o poder pelo ódio, isso é algo que nasce de quem fundamenta sua ideologia na violência por questões de cunho pessoal e não de ideias.

É preciso ficar atento às novas fases do destino político alemão. Parcela do povo alemão abriu espaço no Bundestag abriu espaço para um novo e perigoso precedente.

Que a Alemanha seja sempre dos alemães e nunca do ódio!